A importância do consumo de laticínios durante a infância tem sido destaque na mídia há anos. Pesquisas em andamento revelam que essa necessidade começa antes mesmo do nascimento, já na concepção. Ainda no útero, o estado nutricional e os hábitos de vida da mãe ajudam a moldar a saúde futura da criança.
Os nutrientes apoiam o metabolismo do bebê, o funcionamento do sistema imunológico e o desenvolvimento dos órgãos. Dentro de seis meses de gestação, se houver suporte nutricional adequado, o cérebro do feto já pode conter 10 bilhões de células cerebrais, estabelecendo as bases para um desempenho cognitivo mais elevado, memória e habilidades motoras avançadas.
De fato, nos primeiros 1.000 dias — da concepção até mais de dois anos de idade — o cérebro cresce mais rapidamente do que em qualquer outro momento da vida de uma pessoa. Como o leite fornece 7 dos 14 nutrientes necessários para o desenvolvimento cerebral (iodo, colina, zinco, selênio, proteína e as vitaminas A e B12), consumir as três porções diárias recomendadas de leite, iogurte ou queijo é fundamental durante a gravidez.
Após o nascimento, a Academia Americana de Pediatria (AAP) recomenda aguardar até o primeiro aniversário do bebê para introduzir o leite integral como bebida. No entanto, os bebês podem começar a consumir produtos lácteos, como iogurte e queijos frescos como cottage e mascarpone, ou leite integral misturado a alimentos como aveia, por volta dos 6 meses de idade.
O consumo de laticínios é essencial à medida que as crianças crescem, para garantir que recebam a quantidade recomendada de cálcio, fósforo e vitamina D, que são fundamentais para a formação de dentes e ossos fortes. Os alimentos lácteos também são fonte de proteína de alta qualidade, importante para a construção muscular durante os períodos de crescimento, e o leite pode servir como fonte de líquidos e eletrólitos para reidratar o corpo após a prática de esportes ou atividades físicas.
Diversos fatores influenciam os hábitos alimentares durante a infância. Um artigo na revista Pediatrics (“A frequência das refeições em família está relacionada à saúde nutricional de crianças e adolescentes?”) apontou que a frequência das refeições compartilhadas em família está significativamente relacionada à saúde nutricional. Crianças e adolescentes que compartilham refeições com a família três ou mais vezes por semana tendem a apresentar peso adequado e padrões alimentares mais saudáveis do que aqueles que fazem menos refeições em família.
Algumas crianças também podem ser seletivas ou ter dificuldade em aceitar novos alimentos. Introduzir queijo e iogurte como alimentos complementares pode ajudar os bebês a se familiarizarem com novos sabores e texturas. A partir de 1 ano, servir leite nas refeições é uma maneira simples de fornecer uma base nutricional segura para crianças que têm dificuldade em consumir outros alimentos ricos em nutrientes.
“Os hábitos alimentares na primeira infância podem estabelecer as bases para uma vida inteira de saúde e bem-estar”, afirma Kristin Ricklefs-Johnson, diretora de Pesquisa em Nutrição do National Dairy Council, sediado em Rosemont, Illinois, especializada em saúde infantil. “Infelizmente, as pesquisas indicam que o consumo de leite de vaca diminui entre 1 e 5 anos de idade, enquanto o consumo de bebidas adoçadas com açúcar aumenta. A boa notícia é que pequenas mudanças positivas podem melhorar significativamente a qualidade da dieta infantil. Estudos mostram que simplesmente adicionar leite de vaca à dieta de crianças pequenas ou substituir refrigerantes por leite pode aumentar substancialmente a ingestão de diversas vitaminas e minerais importantes.”
A AAP também recomenda incluir dois ou três lanches nutritivos, além das refeições principais, para garantir que esse grupo etário consuma quantidades adequadas dos diferentes grupos alimentares. Por exemplo, oferecer iogurte para que as crianças pequenas mergulhem vegetais ou fatias de frutas pode tornar o consumo de ambos os grupos mais divertido. Modelar bons comportamentos alimentares, como fazer pausas, saborear e conversar entre as mordidas, também ajuda a estabelecer hábitos alimentares positivos.
À medida que as crianças crescem e entram na pré-adolescência e adolescência, é importante que continuem a consumir laticínios diariamente. A partir dos 9 anos de idade, recomenda-se o consumo de três copos de leite ou equivalentes lácteos por dia. Modelar comportamentos alimentares saudáveis, estabelecer rotinas de refeição, ensinar às crianças os benefícios dos alimentos lácteos e oferecer lanches e refeições saborosas que incluam esses produtos é muito importante para essas faixas etárias.
Inovações de produtos convenientes e saborosos chegaram ao mercado para ajudar a suprir essa necessidade. Sachês de iogurte com frutas que não precisam de refrigeração, leite longa vida, snacks crocantes de queijo desidratado, palitinhos de queijo, porções menores de cottage e dips de iogurte grego, barrinhas refrigeradas de iogurte grego, foram todos desenvolvidos para atrair o público pré-adolescente e adolescente.
Receitas fáceis de preparar com produtos lácteos como ingrediente principal também podem envolver os jovens no preparo e no prazer de refeições e lanches. Nunca é tarde para construir uma base alimentar saudável.
As informações são do Dairy Foods, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.