Manejo pré-ordenha e produção de leite
O manejo pré-ordenha e o período entre a estimulação e a colocação do conjunto de teteiras influenciam tanto a quantidade quanto a qualidade do leite produzido.
Professor Associado da FMVZ-USP Qualileite/FMVZ-USP Laboratório de Pesquisa em Qualidade do Leite Endereço: Rua Duque de Caxias Norte, 225 Departamento de Nutrição e Produção Animal-VNP Pirassununga-SP 13635-900 19 3565 4260
O manejo pré-ordenha e o período entre a estimulação e a colocação do conjunto de teteiras influenciam tanto a quantidade quanto a qualidade do leite produzido.
Qualidade do leite: Um dos principais prejuízos que o produtor percebe em relação à mastite é o descarte do leite de vacas em tratamento de mastite clínica. Considerando os custos totais de um caso clínico, o descarte do leite pode representar até 40% dos custos diretos, enquanto que os custos de redução da produção são estimados em 55% e custos com medicamentos, 5%. Por Camila Silano (Aluna de pós-graduação USP) e Marcos Veiga dos Santos (professor USP)
O desenvolvimento de vacinas contra S. aureus tem sido objeto de estudo desde a metade do século passado, no entanto, os primeiros trabalhos apresentaram resultados insatisfatórios. As vacinas desenvolvidas desde então podem ser classificadas com relação ao tipo de antígeno utilizado. Existem vacinas produzidas com o uso de microrganismos inteiros (bactérias vivas atenuadas e inativadas, ou extratos bacterianos totais), e por fragmentos ou subunidades bacterianas, como proteínas, DNA. Por Marcos Veiga dos Santos (professor USP) e Tiago Tomazi (mestrando USP)
As atuais medidas de controle de mastite em rebanhos leiteiros têm sido recomendadas com base em três princípios básicos: eliminação de infecções existentes, redução das novas infecções e monitoramento da mastite. Grande ênfase e esforços de pesquisa têm sido empregados em medidas de tratamento, preventivas e de higiene do ambiente e durante a ordenha. Por Marcos Veiga dos Santos e Tiago Tomazi
A crioscopia do leite é utilizada para identificar fraudes por adição de água, mas este não é o único fator que pode alterar este parâmetro. Saiba mais!
Qualidade do leite: As baixas taxas de cura dos tratamentos convencionais durante a lactação, em especial para tratamento de infecções crônicas causadas por Staphylococcus aureus, têm estimulado a busca de novas estratégias de tratamento, entre as quais destacam-se a terapia combinada, a terapia estendida e o uso combinado de vacinação e tratamento intramamário. Por Marcos Veiga dos Santos (Professor USP)
Qualidade do leite: O controle da mastite bovina tem como princípios básicos a redução de novas infecções intramamárias (IIM) e da duração dos casos existentes. Contudo, mesmo com rigoroso controle, é inevitável a ocorrência de novos casos de mastite. Por Marcos Veiga dos Santos, Tiago Tomazi e Juliano Gonçalves
O período seco é a fase do ciclo produtivo das vacas que tem por objetivo a manutenção da sanidade do úbere, bem como, garantir a produção de leite após o parto. Alcançar este objetivo é sempre um desafio, pois as vacas são altamente susceptíveis a infecções intramamárias (IIM) durante o início do período seco e a colostrogênese.
Qualidade do leite: Em rebanhos leiteiros, a ocorrência de mastite e de leite com alta CCS pode estar relacionada com uma série de fatores de risco, como a raça, a higiene de ordenha, as condições de ambiente, entre outros. Por Camila Silano e Marcos Veiga dos Santos
Qualidade do leite: O leite residual pós-ordenha é um importante fator predisponente para a ocorrência de mastite. A quantidade de leite residual representa cerca de 15% do total de leite presente no úbere. Essa fração só pode ser recuperada pela administração exógena de ocitocina, o que não é aconselhável na rotina da produção leiteira. Vários fatores influenciam a quantidade de leite residual após a ordenha, como a produção de leite, o estágio de lactação, a idade, o estresse durante a ordenha, a interação humano-animais e o sistema de ordenha. Por Camila Silano e Marcos Veiga dos Santos.
: O aumento da frequência de ordenhas é uma medida terapêutica recomendada por muitos Médicos Veterinários em casos de mastite clínica.Veja aqui em artigo de Marcos Veiga Santos.
Entre os agentes causadores de mastite ambiental, <em>Klebisiella</em> é um dos mais importantes, pois sua ocorrência pode trazer elevados prejuízos como a morte do animal, aumento do risco de descarte e a ocorrência de casos de mastite crônica. Além disso, a resposta ao tratamento deste agente é de forma geral muito baixa.
A decisão do MAPA em prorrogar por seis meses a entrada em vigor dos novos limites máximos microbiológicos e de células somáticas do leite intensificou a discussão sobre os critérios para definição dos atuais limites utilizados na legislação.
A exposição das vacas a agentes causadores da mastite ocorre, muitas vezes, no ambiente onde elas vivem. O manejo de dejetos, o tipo e os procedimentos de limpeza da cama, limpeza da sala de espera e ambiente de ordenha são fatores que exercem forte influência sobre a higiene dos animais. Desta forma, a higiene das vacas leiteiras pode ser usada como um indicador do bem-estar animal, pois fornece informações sobre o bem-estar dos animais e eficiência do manejo da fazenda.
Após a recente prorrogação por 6 meses para a entrada em vigor de novos padrões legais de qualidade do leite cru no Brasil, a cadeia produtiva do leite tem aguardado com grande interesse a definição de quais medidas concretas deverão ser aplicadas para evitar futuros adiamentos. Houve certo consenso entre representantes dos vários segmentos de que, a despeito de alguns avanços na questão da qualidade do leite, ainda são enormes os desafios para atingirmos padrões internacionais, principalmente quanto à higiene e saúde da glândula mamária. Desse modo, parece ser justificável esta prorrogação dos prazos, no entanto não se pode perder esta oportunidade para definição de um conjunto de medidas para alavancar a qualidade do leite.
Na maioria dos países, a bactéria <i>S. aureus</i> é a principal causa de mastite, com prevalência média de 20% das vacas. Este microrganismo é considerado contagioso, o que indica que o úbere é a principal fonte de infecção e a transmissão do agente entre as vacas ocorre principalmente durante a ordenha. Desta forma, fica evidente porque as principais medidas para reduzir a transmissão da mastite causada por <i>S. aureus</i> tem sido focadas na melhoria da rotina de ordenha (linha de ordenha e pós-dipping).
A contagem de células somáticas (CCS) é o principal indicador da sanidade do úbere de vacas em produção para o diagnóstico da mastite subclínica. Em uma glândula mamária infectada, a maior parte das células somáticas é proveniente do sangue (leucócitos), e migram da corrente sanguínea à glândula mamária a fim de combater o agente causador da mastite. Em menor proporção, células de descamação do epitélio da glândula mamária compõem a CCS total do leite bovino.
Não é exagero afirmar que o tema de qualidade do leite está longe de ser uma unanimidade dentro da cadeia produtiva. O que poderia ser uma situação de convergência entre produtores, indústria processadora e consumidores, reflete os vários conflitos de interesse dentro de um setor em fase de consolidação. Uma importante pergunta a ser respondida pelo setor produtivo é: a) qual a demanda atual de qualidade por parte do consumidor? b) o que as empresas e produtores podem ganhar com a melhoria da qualidade?
O uso da terapia da vaca seca no final da lactação é uma das medidas mais importantes e recomendadas para prevenção de novas infecções intramamárias (IMI) durante o período seco. Além do uso da terapia da vaca seca, a ocorrência de mastite durante o período seco está ligada a outros fatores como: nível de produção de leite no momento da secagem, condição dos tetos e nível de contaminação ambiental dos tetos.
Nos últimos anos, a ocorrência de resíduos de antibióticos no leite tem sido um dos grandes desafios impostos à indústria de alimentos no mundo. O uso de antibióticos no tratamento de infecções intramamárias os devidos cuidados pode levar ao ocorrência de de resíduos no leite, especialmente quando o período de carência não for respeitado. Estes resíduos podem ser tóxicos e perigosos para a saúde humana, podendo causar reações alérgicas e resistência à antibioticoterapia. Além disto, representam problemas tecnológicos para a produção industrial, pois afetam os processos de fermentação bacteriana nos derivados lácteos, tais como queijos e iogurtes.
A mastite é uma doença multifatorial que geralmente é resultado da interação entre o agente causador, hospedeiro, ambiente e manejo. O período seco é um período de mudanças anatômicas, fisiológicas e metabólicas para muitos sistemas do organismo da vaca, incluindo a glândula mamária. O risco de mastite depende de quão bem o mecanismo de defesa da vaca leiteira pode se ajustar ao desafio imposto pelo ambiente e os microorganismos. Um fator importante que influencia a manifestação de mastite na lactação seguinte é a ocorrência de infecções intramamárias (IIM) novas ou persistentes durante o período seco.
A coagulação transforma o leite em queijo por meio hidrólise da kappa-caseína por ações enzimáticas. O tamanho destas micelas interfere neste processo. Confira!
O controle eficaz da mastite envolve como princípio básico, a aplicação de medidas para combater e prevenir a ocorrência de infecções intramamárias.
Nos últimos anos, de todas as cadeias produtivas do setor agropecuário, a que passou pelas maiores transformações foi a do leite. Frente a este cenário, tem-se exigido de todos os agentes que compõem o setor leiteiro um esforço para produção e obtenção de derivados lácteos com qualidade. É crescente a necessidade de obtenção de produtos que atendam tanto as exigências de mercado, cada vez mais competitivo, quanto às necessidades nutricionais, inocuidade, saúde e a satisfação dos consumidores.