MV Dr. Leandro Rodello, PhD

MV DR. LEANDRO RODELLO, PHD

Médico Veterinário (UNOESTE - Presidente Prudente), com Residência em Reprodução Animal (UNESP- Araçatuba) e Mestrado, Doutorado e Pós-Doutorado em Reprodução Animal (UNESP- Botucatu)

Fotossensibilização hepatógena em pequenos ruminantes
21/11/2012

Fotossensibilização hepatógena em pequenos ruminantes

Dentro das classificações citadas, as lesões da fotossensibilização hepatógena ou tipo III ocorrem com certa frequência nos pequenos ruminantes e é a mais grave. A doença caracteriza-se clinicamente nos animais apresentando depressão, anorexia, salivação intensa e severa dermatite, principalmente nas áreas com ausência de pelos, como focinho, ao redor dos olhos, orelhas, virilha, vulva e úbere e em animais de pele branca (despigmentada). Pode também apresentar edema dos membros, conjuntivite e ceratite com corrimento ocular purulento e cegueira em alguns casos.

Toxemia da gestação em ovelhas e cabras
26/12/2011

Toxemia da gestação em ovelhas e cabras

A toxemia da gestação (prenhez), também conhecida como cetose ou doença dos cordeiros/cabritos gêmeos, é uma enfermidade que ocorre nas ovelhas e cabras durante as últimas 2 a 4 semanas de gestação, associada a uma falha no manejo nutricional, que trazem cordeiros ou cabritos gêmeos ou mais. O balanço energético negativo resultante da elevada demanda energética pelo rápido crescimento fetal no final da gestação e ingestão insuficiente e causas de estresse, são as principais causas da enfermidade.

21/11/2011

Intoxicação por closantel em pequenos ruminantes

A verminose é um dos principais problemas sanitários que afeta a criação de ovinos e caprinos, podendo ter como consequências o crescimento retardado, perda de peso, redução no consumo de alimentos, queda na produção de leite e baixa fertilidade do rebanho, resultando em elevadas perdas econômicas. Para evitar esses entraves na produção de ovinos e caprinos faz-se necessário o uso de um adequado protocolo de vermifugação. Porém, a falta de informação de alguns produtores, vermifugando indevidamente os animais com o uso contínuo ou em subdoses de um determinado antiparasitário, pode ocasionar o surgimento da resistência anti-helmíntica. A falta de orientação ainda pode levar a ocorrência de intoxicações dos animais por superdosagem, ao achar que alcançará um resultado mais eficiente no rebanho.

24/10/2011

Manejo do neonato de pequenos ruminantes

O nascimento é o processo de transição mais dramático que o individuo enfrenta em toda a sua vida. O nascimento é caracterizado pelo trauma e estresse do parto e por um período de asfixia que pode ser exacerbado durante a ocorrência de uma distocia (parto com dificuldade). Mais da metade das mortes dos neonatos ocorre no primeiro ou no segundo dia de vida. Essas mortes são geralmente causadas por distúrbios não-infecciosos, como hipotermia, hipoglicemia e anormalidades relacionadas a distocia (PRESTES & LANDIM-ALVARENGA, 2006).

18/08/2011

Ectoparasitoses em pequenos ruminantes

Os principais ectoparasitas em caprinos e ovinos são os ácaros causadores da sarna, os piolhos, moscas e os carrapatos. Os ectoparasitas levam a diminuição do apetite e consequentemente ocasionam diminuição dos índices produtivos. Além disto, denigrem a qualidade do couro utilizado na indústria da mesma forma que agressões físicas como arranhões por arame farpado, espinhos ou falha no processo de retirada da pele levam a elevadas perdas econômicas. Desta forma, o devido conhecimento das ectoparasitoses auxilia o produtor na prevenção destes prejuízos.

Abortos em pequenos ruminantes
27/07/2011

Abortos em pequenos ruminantes

No rebanho, o ideal é que não ocorra nenhum aborto, mas existem porcentagens de ocorrências que proporcionam o monitoramento para que este problema não se torne uma epidemia. Taxas de abortos acima de 5% são consideradas preocupantes e devem ser investigadas, de 2 a 5% é considerado normal e abaixo de 2% considera-se excelente e não causa impacto econômico para a propriedade. O objetivo desse radar técnico é condensar algumas informações sobre os agentes causadores de abortos, sugestões sanitárias e de manejo e orientações para o diagnóstico. Acesse e tire suas dúvidas sobre este assunto!

Úlcera de abomaso em pequenos ruminantes
20/06/2011

Úlcera de abomaso em pequenos ruminantes

Apesar de não serem frequentes, as úlceras de abomaso podem ocorrer em caprinos e ovinos e constituem uma enfermidade com sério risco de óbito. No Brasil é relatada como casos individuais, ocorrendo em criações intensivas com elevada suplementação concentrada e submetidos a alto estresse. A apresentação pode variar de ausência de sinais clínicos, hemorragia aguda com indigestão e melena subsequente, ou perfuração com peritonite local/difusa caso a lesão atinja todas as camadas do abomaso. A úlcera ocorre por um desequilíbrio ou falha nos fatores protetores da mucosa. Existem muitas discussões sobre as possíveis causas, as mais indicadas são aumento da acidez, estresse, uso prolongado de antiinflamatórios não esteroidais e traumas na mucosa.

Acidose ruminal em ovinos e caprinos
22/11/2010

Acidose ruminal em ovinos e caprinos

Após a ingestão de grande quantidade de carboidratos, ocorre uma rápida fermentação desse material no rúmen (pré-estômago ou estômago mecânico dos animais ruminantes) levando à produção de alta concentração de ácidos graxos voláteis, compostos que ocasionam uma queda repentina no pH ruminal (o estômago que mantém o pH constantemente próximo a neutralidade se torna ácido). Uma das principais consequências dessa queda do pH representa a morte dos protozoários e bactérias que naturalmente vivem no rúmen e são responsáveis pela degradação da celulose, função indispensável para que os animais ruminantes consigam aproveitar os nutrientes contidos nos volumosos.

20/08/2010

Parto distócico ou patológico em pequenos ruminantes

O desenvolvimento de um parto normal envolve a interação de inúmeros fatores que levam a modificações na morfologia e fisiologia da fêmea gestante (PRESTES e LANDIM-ALVARENGA, 2006). No entanto, em algumas situações especiais pode ocorrer o bloqueio ou interrupção da parturição, situação especialmente crítica não apenas para a cria como também para a fêmea gestante. As situações caracterizadas pela dificuldade materna em promover o nascimento ou a inabilidade em expelir o(s) feto(s) pelo canal do parto são definidas como parto distócico (PRESTES e LANDIM-ALVARENGA, 2006). Nesse contexto, as distocias podem ser classificadas de acordo com sua origem, que pode ser materna (problemas relacionados à fêmea gestante que impedem a progressão da parturição), fetal ou conjunto de ambas (TONIOLLO e VICENTE, 1995). Essa matéria tem como objetivo descrever os principais aspectos relacionados ao parto distócico em pequenos ruminantes, identificando as causas mais comuns e fatores predisponentes.

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