Queijos pelo Brasil a fora

Nos últimos dias, grandes concursos nacionais e internacionais ocorreram no Brasil para reconhecimento dos melhores queijos. Confira!

Publicado por: MilkPoint

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Nos últimos dias, grandes concursos nacionais e internacionais ocorreram no Brasil para reconhecimento dos melhores queijos. No último fim de semana, aconteceu o Prêmio Queijo Brasil, criado para valorizar o alimento e também as queijarias, responsáveis por transformar o leite em iguarias deliciosas.

No evento em Blumenau (SC), mais de 1,5 mil produtos foram avaliados. E entre eles, 10 receberam a indicação para a “seleção queijista”. O destaque ficou com Minas Gerais, que teve seis produtos na lista dos melhores. Veja alguns dos 10 destaques:

  • Céu de Minas (Queijaria Céu de Minas – São Lourenço (MG);
  • Esmeralda da Cartucheira (Queijaria Quinta da Cartucheira – Cuiabá (MT);
  • GOA #14 (Queijaria GOA – Aiuruoca (MG);
  • Manteiga de Garrafa Vaca Serrada (Queijaria Vaca Serrada – Porto da Folha (SE);
  • Palline di Catarina (Queijaria Casa Bianchi – Lajeado Grande (SC);

“A diversidade técnica e cultural do mercado de queijos brasileiros, que já era conhecida pelos especialistas convidados, ficou ainda mais evidente. O Brasil vive um excelente momento para a cultura do queijo artesanal e foi bem representado”, afirma Bruno Cabral, diretor do Prêmio Queijo Brasil.

Os produtos mineiros ganharam destaque na seleção e também no ranking geral. Conforme a organização, o Estado teve, ao todo, 363 contemplados com medalhas de ouro, prata ou bronze. Do Sul, Paraná (129), Santa Catarina (114) e Rio Grande do Sul (83) aparecem na sequência.

Para a sétima edição do evento, a novidade foi o reconhecimento às queijarias. E 17 foram consideradas as melhores.

Expoqueijo: queijo argentino é o grande campeão, mas Minas Gerais leva mais medalhas

Ocorrida em final de junho, a Expoqueijo Brasil - Araxá Internacional Cheese Awards é uma a vitrine para o mundo queijeiro artesanal. Pela segunda vez consecutiva, o argentino Mauricio Couly venceu o Concurso Internacional de Queijos Artesanais com o produto 4 Esquinas, concorrente na categoria de leite de vaca pasteurizado de casca tratada. Já os produtores de Minas Gerais levaram mais da metade das medalhas de ouro, com 24 das 41 primeiras colocações.

Mil e cem concorrentes de 14 países disputaram o Super Ouro na edição deste ano, somando quase sete toneladas de queijo. 

“Este é um concurso que vem para consolidar e consagrar a força do queijo artesanal em Minas Gerais, no Brasil e no mundo. É uma cadeia produtiva que agrega valor à produção, fixa o homem no campo, gera renda e empregos”, avalia o secretário de Agricultura, Thales Fernandes.

Cerca de 20 queijarias de Minas Gerais conquistaram pelo menos uma medalha de ouro nas mais de 40 categorias do Concurso Internacional de Queijos Artesanais da Expoqueijo Brasil 2024.

Queijos no Norte do país

No cenário nacional, o estado do Amazonas tem se destacado pela qualidade de seus queijos, conquistando importantes prêmios nos anos recentes. Três queijarias amazonenses foram premiadas no Concurso Internacional de Queijos Artesanais do Brasil, na Expoqueijo Brasil - Araxá Internacional Cheese Awards. Além da Queijaria Original e da Queijaria Tradição D’Lourdes, o destaque fica por conta da Leiteria Macurany, um empreendimento familiar liderado por Isandrei Azêdo.

A Leiteria Macurany, que fica em Parintins/AM, já conquistou diversos prêmios. “Em Parintins, somos vencedores por três anos consecutivos do melhor queijo coalho e melhor doce de leite. Em Manaus, por três anos consecutivos, ganhamos o melhor doce de leite, tanto na Expoagro, quanto na Feira de Agronegócio da Nilton Lins, e no queijo coalho, somos vencedores por dois anos consecutivos, 2022 e 2023, como o melhor queijo coalho do Amazonas, e em 2023, o melhor queijo coalho da Feira de Agronegócio da Nilton Lins”, destaca Isandrei.

O empreendedor destaca a importância dos selos de qualidade obtidos pela Leiteria Macurany. Ele enfatiza que a empresa possui o selo municipal, conhecido como Serviço de Inspeção Municipal (SIM), e o Selo Arte, que certifica a produção artesanal, permitindo a comercialização em todo o Brasil. “Nossos produtos já estão disponíveis em supermercados de Parintins e Manaus, bem como em Brasília”, explica.

 

Queijo com erva-mate?

Um queijo que destaca os esforços de seus idealizadores por uma produção sustentável e ao mesmo tempo valoriza a cultura do Mato Grosso Sul, levando erva-mate tereré na sua composição. Assim é o “queijo verde”, recém-criado pela Queijos Dazú, uma queijaria artesanal, localizada na comunidade de Furnas do Rincão, no interior de Jaraguari (MS), que fica a cerca de 50 quilômetros da capital Campo Grande.

A iguaria acaba de receber de forma inédita no estado do Mato Grosso do Sul a certificação baixo carbono, que atesta o cumprimento de todos os requisitos do GHG Protocol (protocolo internacional de emissão de carbono) e todas as diretrizes das normas brasileiras das atividades de baixo carbono (ABNT – NBR – ISO – 14064).

A conquista é resultado dos esforços do casal de proprietários, José Alceu Cabral e Zuleide Rodrigues que, desde a inauguração da queijaria, há seis anos, trabalham com foco na profissionalização e gestão sustentável das atividades da pequena propriedade familiar.

Um toque especial ao queijo certificado fica por conta da introdução da erva mate do tereré na receita. “Dá um gostinho especial, bem reconhecido pelos conterrâneos, que tem agradado ao público”.

 

As informações são do Globo Rural, Estado de Minas, Emtempo e Globo Rural - Queijo com erva-mate de MS conquista selo "baixo carbono", adaptadas pela equipe MilkPoint. 

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