Em mecanismos de busca online como o Google, procuras por leite em pó a2 aumentaram em 30% em comparação ao ano anterior. Esse movimento reflete uma mudança de comportamento em que o público, munido de maior acesso à informação, dispõe-se a investir em itens que prometem bem-estar gástrico e saudabilidade, elevando o valor agregado de uma categoria historicamente tratada como commodity.
A expansão do segmento A2 para o formato em pó é o desdobramento natural de um sucesso que começou com as versões líquidas refrigeradas e em embalagem longa-vida. Nos últimos anos, a indústria observou um aumento significativo na oferta de leite fluido proveniente de vacas com genótipo A2A2, que produzem apenas a beta-caseína A2, proteína associada a uma menor incidência de desconfortos abdominais em comparação à beta-caseína A1.
Paralelamente ao protagonismo das marcas nacionais, observa-se o fortalecimento de um mercado premium impulsionado pelo comércio eletrônico, onde o consumidor brasileiro tem acesso a marcas internacionais. Produtos importados da União Europeia, Nova Zelândia e Estados Unidos chegam ao país com tíquetes médios elevados, reforçando o status de exclusividade desses lácteos. Esse cenário demonstra que, para alguns consumidores, a demanda por pureza e procedência genética estabeleceu um novo padrão de consumo onde a qualidade técnica do alimento é o principal fator de decisão de compra, independentemente do valor na gôndola.
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