Recentemente, a proteína se tornou um tema quente nos Estados Unidos, com consumidores buscando bebidas, pós, snacks, cafés e, mais recentemente, águas enriquecidas com soro de leite (whey) ou caseína. A demanda doméstica vem crescendo lentamente à medida que esses itens se tornam parte do dia a dia. Seja para perder peso ou ganhar massa muscular, a mídia tradicional vem pregando o aumento da ingestão de proteína. Esses produtos são a forma mais rápida e prática de consumir algo pronto, rico em proteína, e fácil de levar.
Nos EUA, a demanda por bebidas com alto teor de proteína levou a um aumento perceptível no uso de proteínas derivadas do leite. Cientistas vêm trabalhando em diferentes formas de formular concentrado proteico de soro de leite (Whey Protein Concentrate – WPC) e isolado proteico de soro de leite (Whey Protein Isolate – WPI), tanto em formatos refrigerados quanto estáveis à temperatura ambiente. Consumidores preocupados com a saúde valorizam o aspecto natural das proteínas de origem láctea, e a indústria tem aproveitado essa demanda crescente.
Como isso representa uma mudança na forma como os consumidores planejam suas refeições e listas de compras semanais, a expectativa é de que a tendência permaneça e continue crescendo, tornando-se parte da rotina normal. Isso significa monitorar de perto as tendências de exportação para identificar mudanças de longo prazo na demanda, tanto no exterior quanto nos setores domésticos ligados à saúde.
Queijo e manteiga podem ter liderado no primeiro semestre do ano, mas os produtos secos podem oferecer as maiores oportunidades de mercado na segunda metade de 2025 — ou, no mínimo, alguma resiliência de preços até que a demanda escolar e o processamento para as festas de fim de ano comecem.
O artigo de autoria de Sarah Jungman foi originalmente publicado no Dairy Herd Management.