Alguns cuidados na formulação de rações contendo silagens
Alimentos ensiladoscontêm menores quantidades de energia quando comparados ao alimento original, o que resulta em menor produção microbiana ruminal.
Alimentos ensiladoscontêm menores quantidades de energia quando comparados ao alimento original, o que resulta em menor produção microbiana ruminal.
Devido ao grande interesse demonstrado pelos leitores sobre algumas alterações na qualidade do leite causada por algum tipo de estresse ao animal, iremos falar neste artigo sobre duas síndromes específicas, a SILA e LINA. Segundo pesquisadores cubanos do Centro Nacional de Sanidade Animal (Censa), a SILA como foi definida para descrever uma série de alterações nas propriedades físico-químicas do leite (acidez positivo, prova do álcool positiva), causadas por transtornos fisiológicos, metabólicos e/ou nutricionais, com implicações nos mecanismos de síntese e secreção láctea em nível da glândula mamária, e que levam à perda do valor do leite para o tratamento industrial.
A busca por uma estratégia capaz de aumentar as taxas de ganho de peso de novilhas de reposição sem reduzir seu potencial de produção de leite é essencial. Leia
Vacas leiteiras são extremamente sensíveis ao calor e isto causa impacto econômico significante para os produtores de leite. Não só perda de produtividade e qualidade de leite (aumento de células somáticas), como também problemas de saúde relacionados com o estresse por calor. Grande parte dos produtores está atenta a algumas práticas de manejo que se tornam essenciais quando se verifica estresse por calor, porém há algumas práticas de ordem nutricional que podem ser adotadas. Neste texto, serão apresentadas mais algumas medidas que podem amenizar os danos causados pelo estresse.
A utilização de alimentos alternativos na alimentação animal tem se constituído em uma estratégia de grande valia na redução dos custos de produção. A mandioca (<i>Manihot esculenta</i> Crantz) é uma planta nativa do Brasil que possui boas características nutritivas, uma ampla variedade de utilização e que pode ser utilizada na dieta de ruminantes. A sua utilização na alimentação de ruminantes apresenta vantagens, uma vez que ela substitui fontes de alimentos energéticos tradicionalmente utilizados na dieta de monogástricos, e por isso de custo elevado, bem como se constitui em uma fonte suplementar de alimento volumoso e proteínas.
A seleção genética para produção de leite, juntamente com as tecnologias de manejo e nutrição, permitiu um aumento significativo na produção de leite nas últimas décadas. Entretanto, o aumento na produção de leite por vaca, foi acompanhado por uma redução na fertilidade.
A dieta pode afetar a sobrevivência embrionária de varias maneiras. As deficiências nutricionais podem afetar diversos aspectos da reprodução, inclusive sobrevivência embrionária. Além disso, constituintes específicos da dieta podem ter efeito direto sobre a vaca ou o embrião, promovendo ou inibindo a sobrevida embrionária.
De uma forma geral, a eficiência alimentar de novilhas leiteiras é relatada com muito baixa. Embora possa ser de várias e diferentes fontes, a origem dessa ineficiência está relacionada à grande proporção do alimento que é requerida para propósitos de mantença e sua relativa ineficiência de uso para crescimento. Assim, a proporção da energia líquida ingerida que é retida para crescimento é consideravelmente menor que a proporção que é gasta para mantença.
A necessidade de elevar a concentração energética da ração dos animais ocasionou, no recente passado, um aumento na aquisição de ingredientes energéticos, seja na forma de grãos ou de ração completa, cujo amido é o principal representante.
Buscando aperfeiçoar a utilização dos modelos matemáticos como ferramenta para formulação de ração para pequenos ruminantes, pesquisadores das Universidades do Texas e de Cornell nos Estados Unidos e da Universidade de Sassari na Itália desenvolveram o SRNS (Small Ruminant Nutrition System).
Em sistemas intensivos de produção onde se preconiza a produção de cordeiros super precoces, o ganho de peso individual em confinamento deve ser ao redor de 300 gramas/dia para que os animais cheguem rapidamente ao peso de abate, com bom grau de acabamento de carcaça. Para tanto, se faz necessário à utilização de rações com 16% de proteína bruta e alta energia.
O caroço de algodão é comumente usado em rações de vacas leiteiras como fonte de fibra, energia e proteína.
Vacas leiteiras de alta produção geralmente estão em balanço energético negativo durante as primeiras semanas de lactação, quando a utilização de energia para a produção de leite excede a ingestão de energia. Como conseqüência, as reservas corporais de gordura são mobilizadas para compensar o déficit de energia. Muitos estudos mostraram que a rápida mobilização das reservas corporais de gordura está associada com problemas de fertilidade e de saúde em vacas leiteiras.
As quantidades de reservas corporais na ocasião do parto têm grande influência em problemas do pós-parto imediato, na produção de leite e na eficiência reprodutiva da lactação subseqüente. Vacas muito magras apresentar menor produção de leite devido à falta de reservas corporais, maiores incidências de problemas metabólicos e atraso no aparecimento do cio após o parto.
Bons sistemas de criação de novilhas de reposição são aqueles que minimizam tempo e investimento financeiro para desenvolver novilhas produtivas para reposição no rebanho leiteiro. O custo de criação de novilhas de reposição representa de 15 a 20% do custo de produção de fazendas leiteiras. De acordo com Hoffman e Funk (1992), os fatores mais importantes para o crescimento de novilhas são aqueles que influenciam a reprodução e a lactação.
O início e final da lactação são considerados os períodos mais críticos para altas produções de leite. Estes períodos são geralmente caracterizados por desordens metabólicas como fígado gorduroso, cetoses, acidose ruminal e redução na fertilidade.
Neste artigo serão apresentados alguns resultados de trabalhos científicos em que a casca de soja foi testada como substituto de ingredientes energéticos ou volumosos tradicionalmente utilizados na alimentação do rebanho.
É sabido que em rebanhos com alto risco de cetose, a monensina aumenta a produção de leite projetada para 305 dias, sendo que estudos demonstraram que as cápsulas de liberação controlada de monensina (CLCM) poderia ser responsável por aumentos na digestibilidade aparente do nitrogênio e promoveria ainda melhorias no balanço do nitrogênio nas vacas.
Considerando que a alimentação representa uma parcela significativa no custo total de produção, a utilização de subprodutos gerados nas indústrias processadoras de alimentos, como a polpa cítrica, apresenta-se como uma alternativa ao uso de fontes energéticas tradicionais, podendo reduzir o custo de produção.
Nos últimos tempos eu tenho recebido muitos questionamentos sobre a melhor forma de balancear as rações das vacas em relação à proteína. Tenho percebido técnicos e produtores de leite bastante preocupados com essa questão, e outro dia um deles me questionou quando eu disse que em determinadas situações temos que retirar parte do farelo de soja (FS) da formulação para poder balanceá-la corretamente.
O caroço de algodão é um dos subprodutos mais utilizados em sistemas de produção de leite, mas apresenta teores significativos de gossipol. Saiba mais!
Saiba o que é acidose ruminal e como prevenir em vacas leiteiras, por meio da formulação de dietas, uso de aditivos e práticas de manejo!
No último artigo, eu prometi que iria mostrar como fazer para incluir teores elevados de subprodutos na dieta das vacas e manter o teor de proteína do leite. Para isso, o melhor é mostrar dados práticos. Infelizmente, ainda existe uma "mística" ou "lenda" rondando por aí de que a inclusão de subprodutos da agroindústria à dieta das vacas, especialmente os que substituem os grãos de cereais (fonte de amido), resulta em queda nos teores de proteína do leite.
Suplementação alimentar leva à superestimativa da taxa de lotação animal em pastagens