Roberto Jank, vice-presidente da Leite Brasil e produtor de 30 mil litros de leite por dia em Descalvado (SP), diz que está preocupado com o grande número de liqüidações de rebanhos leiteiros ocorridos nos últimos anos.
"O problema é saber o que será no futuro. Esses rebanhos de anos de seleção, que estão sendo fracionados nas liqüidações, serão aproveitados de forma a garantir que a produção de leite no País não sofra nenhum trauma?", pergunta.
A tendência mostra pecuaristas tradicionais de São Paulo e de Minas Gerais vendendo seus rebanhos, e produtores do Nordeste e de Goiás, comprando esses rebanhos. "Há muita liquidez no comércio de vacas. Os paulistas estão desestimulados e precisando de dinheiro. De outro lado, os fazendeiros nordestinos e goianos têm financiamento farto em seus estados para a compra de fêmeas."
Segundo Jank, a questão é: "As aquisições são impelidas somente por dinheiro barato e a fundo perdido ou existem projetos para dar sustentação à continuidade da atividade leiteira nas fazendas onde desembarcam essas fêmeas?". Para ele, a transferência das vacas, no mínimo, faz com que a pecuária brasileira perca escala devido à fragmentação dos plantéis.
fonte: Agrofolha, adaptado por Equipe MilkPoint
Vice-presidente da Leite Brasil está preocupado com as crescentes liquidações de rebanhos leiteiros
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