Varíola deixa pecuaristas em alerta em MG

Publicado por: MilkPoint

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Em plena campanha de combate à febre aftosa, os pecuaristas do Cerrado Mineiro, sobretudo de gado leiteiro, devem estar atentos também para a possibilidade de terem seus rebanhos infectados por um vírus da família da varíola. Pesquisas revelam que se trata de uma nova infecção, a qual tem mobilizado principalmente autoridades sanitárias paulistas, em regiões em que o vírus tem se alastrado - levando ao fechamento de propriedades onde animais e seres humanos contraíram a doença.

Em Minas, o primeiro foco surgiu no ano passado, no município de Muriaé, e este ano já se tornou uma epidemia na região Zona da Mata. Nas regiões do Triângulo e do Alto Paranaíba, ainda não foi detectada a presença do vírus, mas o alerta é para que os criadores tenham cautela, devido ao trânsito dos animais para leilões e comercialização de gado, o que pode levar à disseminação dessa enfermidade na região. A médica veterinária chefe da divisão de doenças à vírus do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Marieta Cristina Madureira Frois, informa que, embora os testes laboratoriais realizados em Minas identifiquem o novo vírus como pertencente ao grupo da varíola, não há comprovação, até o momento, de que se trate exatamente da varíola bovina - a forma mais grave de manifestação da doença conhecida para os rebanhos. "No ano passado foi realizada a sorologia em alguns animais e detectou-se uma forma mais comum de doença, semelhante a varíola, que é a pseudovaríola. Mas até o momento não precisamos as características desse novo agente", informa.

Existem formas preventivas e de tratamento para os dois casos, mas a veterinária alerta para o fato de que o principal transmissor da doença é o ordenhador. "Como prevenção os ordenhadores devem fazer a lavagem das mãos em água pura e, posteriormente, em uma solução de cloro, e novamente enxaguar com bastante água a cada ordenha, evitando tanto a sua contaminação quanto a dos rebanhos" explica.

Em Minas, através de uma ação conjunta desenvolvida por técnicos do IMA e do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), estão sendo feitos testes em 240 propriedades - envolvendo os alunos da Escola de Veterinária e as administrações regionais de Juiz de Fora e Viçosa da UFMG. O objetivo dos trabalhos é coletar material dos animais infectados para análise. "São exames mais rigorosos e mais específicos, pois buscamos caracterizar melhor o agente causador dessa doença", diz Frois.

Fonte: Gazeta Mercantil, adaptado por Equipe MilkPoint
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