O Uruguai firmou mais um acordo de permissão para exportação de seus produtos lácteos, desta vez para a China. Em contrapartida, o país sul-americano permitirá a entrada de aço, frutas e, futuramente, carne suína do país asiático.
"Em tempos difíceis, as pessoas pensam em seus amigos". Com este provérbio chinês em mãos, chegou há alguns dias no Uruguai o ministro chinês Li Changjian, titular da Administração Geral para Supervisão de Qualidade e Inspeção de Quarentena da República Popular da China que, na semana passada, firmou dois memorandos de acordos com o Uruguai. Acompanhado pela Embaixadora Huo Shuzhen e de uma importante comitiva, o ministro esteve na semana passada na Chancelaria uruguaia para assinar os documentos junto ao chanceler interino, Guillermo Valles, e ao ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai, Gonzalo González, para, mais tarde, reunir-se com o presidente da República uruguaio, Jorge Battle.
O primeiro documento tem como objetivo aumentar a cooperação entre ambos os países, promovendo o comércio de plantas e produtos de origem vegetal. O outro documento determina os requisitos sanitários para o leite e os produtos lácteos a serem exportados do Uruguai à República Popular da China.
Este acordo abriu um importante caminho antes mesmo da visita que o presidente uruguaio pretende fazer à China no próximo mês de outubro, quando deverá assinar o acordo com relação à exportação de carnes bovina e ovina do Uruguai ao gigante asiático. Já existe com a China um acordo veterinário vigente que foi assinado em 1990.
Apoio
O ministro chinês insistiu na idéia de que seu país "vai apoiar o povo uruguaio para que supere as dificuldades" e, como prova disso, citou a determinação dos dois documentos. Changjian assegurou que o leite e os produtos lácteos poderão entrar em seu país o mais rápido possível, assim como deverá ser feito com relação ao acordo fitossanitário. "Está havendo uma cooperação excelente com relação a assuntos de interesse comum".
Para o ministro da Agricultura uruguaio, esses acordos demonstram claramente a mútua confiança entre os serviços sanitários de ambos os países. "Isto, no futuro, permitirá que trabalhemos com uma grande quantidade de produtos. Além disso, não há cotas". González considerou o acordo com relação aos produtos lácteos um bom anúncio ao país. "Em um momento difícil para o setor leiteiro uruguaio, surge a abertura e o reconhecimento de um mercado de enorme potencial, como o chinês".
A partir de agora, resta à indústria de lácteos do Uruguai determinar quando começarão a exportar para a China. Porém, a idéia do Uruguai é não somente vender as matérias-primas já citadas como ampliar a lista, incluindo madeiras (que já é importada), couros, cítricos, frutas e hortaliças, e grãos, entre outros produtos. Como contrapartida, a China quer exportar ao Uruguai algumas frutas tropicais atualmente inexistentes no mercado uruguaio, além de outros produtos como o aço e a carne suína.
"A postura da China é muito flexível", disse González, que adiantou que há alguns produtos que já vem sendo consultados e deverão ser estabelecidas condições para que possam ser admitidos.
Expectativa
A indústria leiteira do Uruguai, especialmente a Cooperativa Nacional de Produtores de Leite (Conaprole), tem muita expectativa que futuramente sejam concretizados negócios com o país asiático. "Há um grande problema que é o baixo consumo de lácteos que existe na China, mas estimamos que se possa aumentar este consumo através da entrada com produtos processados", disse o diretor da Conaprole, Carlos Arrillaga.
Segundo ele, a cooperativa está com um contato estreito com a Embaixada, sendo que as autoridades chinesas já visitaram a fábrica de lácteos de Florida e, agora, estão dando os primeiros passos que antecedem a exportação, como por exemplo, conhecer os requisitos sanitários.
Fuente: Diario El País, publicado em Infortambo, adaptado por Equipe MilkPoint
Uruguai ganha permissão para exportar produtos lácteos para a China
Publicado por: MilkPoint
Publicado em: - 3 minutos de leitura
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