Uruguai ganha permissão para exportar produtos lácteos para a China
Publicado por: MilkPoint
Publicado em: - 3 minutos de leitura
"Em tempos difíceis, as pessoas pensam em seus amigos". Com este provérbio chinês em mãos, chegou há alguns dias no Uruguai o ministro chinês Li Changjian, titular da Administração Geral para Supervisão de Qualidade e Inspeção de Quarentena da República Popular da China que, na semana passada, firmou dois memorandos de acordos com o Uruguai. Acompanhado pela Embaixadora Huo Shuzhen e de uma importante comitiva, o ministro esteve na semana passada na Chancelaria uruguaia para assinar os documentos junto ao chanceler interino, Guillermo Valles, e ao ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai, Gonzalo González, para, mais tarde, reunir-se com o presidente da República uruguaio, Jorge Battle.
O primeiro documento tem como objetivo aumentar a cooperação entre ambos os países, promovendo o comércio de plantas e produtos de origem vegetal. O outro documento determina os requisitos sanitários para o leite e os produtos lácteos a serem exportados do Uruguai à República Popular da China.
Este acordo abriu um importante caminho antes mesmo da visita que o presidente uruguaio pretende fazer à China no próximo mês de outubro, quando deverá assinar o acordo com relação à exportação de carnes bovina e ovina do Uruguai ao gigante asiático. Já existe com a China um acordo veterinário vigente que foi assinado em 1990.
Apoio
O ministro chinês insistiu na idéia de que seu país "vai apoiar o povo uruguaio para que supere as dificuldades" e, como prova disso, citou a determinação dos dois documentos. Changjian assegurou que o leite e os produtos lácteos poderão entrar em seu país o mais rápido possível, assim como deverá ser feito com relação ao acordo fitossanitário. "Está havendo uma cooperação excelente com relação a assuntos de interesse comum".
Para o ministro da Agricultura uruguaio, esses acordos demonstram claramente a mútua confiança entre os serviços sanitários de ambos os países. "Isto, no futuro, permitirá que trabalhemos com uma grande quantidade de produtos. Além disso, não há cotas". González considerou o acordo com relação aos produtos lácteos um bom anúncio ao país. "Em um momento difícil para o setor leiteiro uruguaio, surge a abertura e o reconhecimento de um mercado de enorme potencial, como o chinês".
A partir de agora, resta à indústria de lácteos do Uruguai determinar quando começarão a exportar para a China. Porém, a idéia do Uruguai é não somente vender as matérias-primas já citadas como ampliar a lista, incluindo madeiras (que já é importada), couros, cítricos, frutas e hortaliças, e grãos, entre outros produtos. Como contrapartida, a China quer exportar ao Uruguai algumas frutas tropicais atualmente inexistentes no mercado uruguaio, além de outros produtos como o aço e a carne suína.
"A postura da China é muito flexível", disse González, que adiantou que há alguns produtos que já vem sendo consultados e deverão ser estabelecidas condições para que possam ser admitidos.
Expectativa
A indústria leiteira do Uruguai, especialmente a Cooperativa Nacional de Produtores de Leite (Conaprole), tem muita expectativa que futuramente sejam concretizados negócios com o país asiático. "Há um grande problema que é o baixo consumo de lácteos que existe na China, mas estimamos que se possa aumentar este consumo através da entrada com produtos processados", disse o diretor da Conaprole, Carlos Arrillaga.
Segundo ele, a cooperativa está com um contato estreito com a Embaixada, sendo que as autoridades chinesas já visitaram a fábrica de lácteos de Florida e, agora, estão dando os primeiros passos que antecedem a exportação, como por exemplo, conhecer os requisitos sanitários.
Fuente: Diario El País, publicado em Infortambo, adaptado por Equipe MilkPoint
Para continuar lendo o conteúdo entre com sua conta ou cadastre-se no MilkPoint.
Tenha acesso a conteúdos exclusivos gratuitamente!
Publicado por:
MilkPoint
O MilkPoint é maior portal sobre mercado lácteo do Brasil. Especialista em informações do agronegócio, cadeia leiteira, indústria de laticínios e outros.