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Uruguai: economista prevê desequilíbrio no mercado de lácteos

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 18/05/2022

3 MIN DE LEITURA

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A economista Mercedes Baraibar, da Área de Informação e Estudos Econômicos do Instituto Nacional do Leite (Inale), do Uruguai, referiu-se às perspectivas para o mercado internacional de lácteos e previu a continuidade de um cenário de "desequilíbrio" entre oferta e demanda que se firmaria aos preços das principais commodities do setor. 

Mercedes lembrou que “não é novidade” a importância que o mercado internacional de lácteos tem para o Uruguai. "Somos exportadores líquidos, a maior produção de leite é exportada e somos tomadores de preços no mercado internacional." Ela comentou que durante 2021 o preço das commodities lácteas apresentou um aumento de 30%. No caso do leite em pó integral - principal produto comercializado no Uruguai – seu valor subiu 25% no ano passado, o leite desnatado 41%, a manteiga 54% e o queijo 35%. 

A especialista indicou que o que explica esta subida acentuada dos valores internacionais dos produtos lácteos foi um "desequilíbrio" entre oferta e procura de leite.

A produção de leite sofreu grande parte do ano passado em comparação com 2020 na maioria dos países que exportam produtos lácteos. Do lado da demanda, as importações de leite em pó integral, no caso da China – principal comprador global –, aumentaram 32% (849 mil toneladas), enquanto as de leite em pó desnatado aumentaram 27% (425 mil toneladas). Também houve aumentos em queijos (+36%, para 175.000 toneladas) e manteiga (+13%, para 133.000 toneladas).
 

Perspectivas para 2022

A economista do Inale indicou que também está previsto para este ano um "desequilíbrio" entre a oferta de commodities lácteas e sua demanda. "As principais regiões exportadoras vão vender menos (-0,4%) de acordo com o que os analistas internacionais estão vendo", disse. As razões por trás dessa projeção são uma restrição na produção de leite devido a fatores climáticos no sul que “não contribuíram” para uma maior produtividade nos sistemas pastoris. Enquanto isso, nos sistemas de laticínios do norte, as margens foram corroídas pelo aumento dos custos de produção. "Isso não vai estimular o crescimento da produção", disse Baraibar. 

Do outro lado, espera-se uma “maior demanda” por importações devido a aspectos relacionados à segurança alimentar em 2022. “Isso levará a preços internacionais sustentados”, disse Baraibar. A especialista indicou que, apesar de a China ter acumulado estoques hoje, não se prevê que se retire do mercado internacional principalmente por "razões de segurança alimentar", para procurar o abastecimento normal de produtos específicos, que são cada vez mais considerados "mais importantes” na dieta dos chineses.

O custo de produção de uma tonelada de leite em pó integral na China é hoje de cerca de US$ 6.000 a tonelada, enquanto a Nova Zelândia exporta para aquele país um valor de pouco mais de US$ 4.000. "Existe um diferencial a favor da exportação", explicou ela. Por outro lado, espera-se uma demanda enfraquecida de outros compradores do Sudeste Asiático, Norte da África e Oriente Médio, "o que mais do que compensaria a desaceleração do ritmo de crescimento das compras da China para este ano".


Outros fatores

Para além dos tradicionais fatores de oferta e demanda de produtos lácteos, em 2022 serão também adicionadas outras variáveis que têm impacto na dinâmica deste mercado e na forma como os preços são fixados.

Entre eles está um contexto de fortes pressões inflacionárias em nível global que corrói o poder de compra dos consumidores, ao qual se somou a guerra entre Rússia e Ucrânia, que teve impacto direto em insumos fundamentais para os lácteos: o preço dos grãos.

Também é considerado improvável que os problemas logísticos para envio possam ser resolvidos este ano. Para Baraibar, embora existam hoje "fatores de instabilidade", isso não prevê uma queda nos valores, embora possa haver "uma certa desaceleração".

As informações são do Diário El Pueblo, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint. 

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