Uruguai: Conaprole se preocupa com perda de produtores

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Os membros da diretoria da Cooperativa Nacional de Produtores de Leite do Uruguai (Conaprole) estão preocupados com a perda de produtores de leite. Isto porque a cooperativa que atualmente conta com uma captação de 1,58 milhão de litros diários - volume que está dentro da média de inverno - perdeu nos últimos dias cinco produtores com um volume de 30 mil litros de leite por dia, os quais passaram a fornecer leite à Parmalat.

"A perda de produtores é um tema que nos preocupa. Cremos que a opção de uma cooperativa forte é o melhor para todo o setor leiteiro uruguaio, e de alguma maneira estamos trabalhando para que nossos parâmetros não sejam alterados", disse o presidente da Conaprole, Jorge Panizza. "É público e notório que pagamos os mesmos preços a todos os produtores, o que é uma vantagem importante por um lado, mas que, em uma negociação de escassez de leite, pode ser uma desvantagem, porque outra empresa pode - sem subir seus custos globais do leite - captar um produtor de muito volume pagando a ele um preço diferencial e secreto".

"Neste terreno não queremos entrar. Pretendemos que os produtores tomem consciência que o preço que pagamos é o real, que está respaldado pelo mercado, que funciona em defesa de uma cooperativa forte, o que é, sem dúvida, o melhor para todos".

Este fato também não é bom aos produtores de leite que permanecem na Conaprole. "Para nós, o fim cooperativista é fundamental: nunca quisemos negociar com empresas privadas, mas sim, seguir negociando com uma cooperativa", disse o presidente da Associação Nacional de Produtores de Leite (ANPL), Wilson Cabrera Rava. Segundo ele, esta preocupação foi passada à direção da Conaprole, que também manifestou sua preocupação, dizendo que sabem que neste momento os preços que pagam são os máximos possíveis, e que não podem pagar este valor a mais que as empresas privadas pagam. "Os números não fecham e eles não podem arriscar o futuro da cooperativa tentando segurar produtores com dinheiro que não é real", disse Rava.

"Nós, produtores, devemos pensar muito e se tivermos que negociar o leite, que seja entre a cooperativa e os produtores, mas nunca terminar com o preço do litro do leite sendo determinado por uma firma privada, porque os exemplos são muito claros. Aqui muito próximo, no Chile, agora os produtores querem voltar ao sistema cooperativista depois de 10 anos que estão lidando com multinacionais que elaboram seu leite", disse o presidente da ANPL.

Fonte: El País
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