No sábado, começou a operar a Central Leite Nilza - quarta maior cooperativa de leite do Brasil - fruto da fusão entre a Cooperativa Nacional Agroindustrial (Coonai), de Ribeirão Preto (SP), e as mineiras Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro (Casmil), de Passos, e Coopercarmo, de Carmo do Rio Claro.
A Central Leite Nilza iniciará suas atividades com capital social de R$ 40 milhões - Casmil e Coonai com 43% cada, e Coopercarmo com 14%. As cooperativas continuam existindo legalmente - sendo responsáveis pela captação do leite - e a Central será responsável pelo processamento e comercialização dos produtos. As mineiras entraram na associação com dinheiro; a Coonai, com o parque industrial e a marca Leite Nilza, líder no interior paulista em leite pasteurizado (12,9%) e segunda em longa vida (10,7%).
Ao todo, serão processados cerca de 500 mil litros de leite por dia, ficando atrás apenas de Itambé (2,3 milhões de litros), Paulista (1 milhão de litros), e a goiana Centroleite (600 mil litros).
O diretor-presidente da nova central, Alexandre Maia Lemos, da Casmil - que terá o único cargo eleito da cooperativa, já que todos os outros diretores serão executivos contratados - disse que dará prioridade à gestão profissional do negócio. Outra inovação será o sistema de votação proporcional, em vez do tradicional voto unitário.
Segundo Daniel Felippe, presidente da Coonai e diretor-executivo da Central Leite Nilza, a expectativa é de faturamento de R$ 150 milhões em 2001. Ele quer fortalecer a produção de itens de maior valor agregado, como iogurtes, e planeja exportar queijo e requeijão. "Outras cooperativas serão convidadas a integrar a central, que deverá industrializar 1 milhão de litros por dia em dois anos."
No primeiro semestre, a Coonai tentou uma associação com a francesa Andros, maior processadora de frutas da Europa, para produção de sobremesas lácteas com a marca Carrefour. Contudo, o investimento, estimado entre US$ 8 milhões e US$ 10 milhões, foi considerado alto para a capacidade imediata da cooperativa e o acordo não vingou. Desta forma, a Coonai partiu para uma associação com outras cooperativas.
Fonte: Valor Online (por Giuliano Ventura), adaptado por Equipe MilkPoint
União de forças das cooperativas de leite
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ADRIANO REIS QUEIROZ COSTA
FRUTAL - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 04/09/2001
Acho que o futuro está aí. Precisamos que esse exemplo seja seguido por outras tantas cooperativas.
Temos que fazer uma corrente única e contínua.E o melhor de tudo, poder valorizar essa classe produtora que vem sendo penalizada por cometer o erro de se superar ano a ano.
Em tempo : eu criminosamente mando minha produção para um laticínio particular traindo, então, minhas idéias e fortalecendo o inimigo.
Precisamos nos unir em torno de
uma entidade que represente a classe e não de várias frágeis entidades.
Temos que fazer uma corrente única e contínua.E o melhor de tudo, poder valorizar essa classe produtora que vem sendo penalizada por cometer o erro de se superar ano a ano.
Em tempo : eu criminosamente mando minha produção para um laticínio particular traindo, então, minhas idéias e fortalecendo o inimigo.
Precisamos nos unir em torno de
uma entidade que represente a classe e não de várias frágeis entidades.