Segundo Andrea Varnier, CEO do evento, foram cerca de 60 quilos diários de Grana Padano, além de 365 quilos de massas, 10 mil ovos, 8 mil cafés e 12 mil fatias de pizza por dia — o que corresponde a impressionantes 1.800 metros de pizza ao longo da competição.
Para ilustrar a dimensão da operação, Varnier fez uma comparação curiosa: “Se empilhássemos todas as bandejas usadas em cada refeição, todos os dias, formaríamos uma torre de 60 quilômetros — cerca de 18 vezes a altura do Monte Tofana, em Cortina, que tem 3.225 metros.”
Operação de guerra (gastronômica)
O volume é proporcional à demanda energética dos atletas de alto rendimento. Diariamente, foram preparados: até 4.500 cafés da manhã, almoços e jantares na vila olímpica de Milão; quase 4.000 refeições em Cortina; cerca de 2.300 em Predazzo.
A elaboração dos cardápios levou aproximadamente um ano, segundo os organizadores. “Além da quantidade, todos elogiaram a qualidade da comida fornecida”, afirmou Giovanni Malagò, presidente do evento.
Público e impacto
Ao todo, cerca de 1,3 milhão de ingressos foram vendidos, o que representa 88% da capacidade total das sessões. Do público presente: 37% eram italianos; 63% vieram do exterior — sendo 15% da Alemanha, 14% dos Estados Unidos e cerca de 6% do Reino Unido e da Suíça.
As piras olímpicas instaladas em Milão e Cortina também se tornaram um dos grandes símbolos dos Jogos. Aproximadamente 300 mil pessoas assistiram aos 88 espetáculos de luz e música realizados diariamente desde 6 de fevereiro no Arco della Pace, em Milão. “Foi um grande sucesso que energizou a cidade”, afirmou Varnier.
As duas piras tiveram um último espetáculo antes de serem apagadas durante a cerimônia de encerramento, em Verona. Elas permanecerão desativadas por alguns dias, antes de ganharem nova versão — com cores e trilha sonora atualizadas — para os Jogos Paralímpicos, que acontecem de 6 a 15 de março.
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As informações são do UOL, com base em reportagem da Reuters, adaptadas pela Equipe MilkPoint.