O número total de produtores de leite da UE chegou a cerca de 590 mil na estação de 2001/02, o que denota uma redução de 8,1% com relação a 2000/01. Isto quer dizer que, de uma estação para outra, quase 52 mil produtores de leite decidiram abandonar o setor leiteiro, ou deixando de vez a atividade agrária ou dedicando-se a outra produção. Esta redução foi inferior à ocorrida na estação de 2000/01 com relação a 1999/00, que foi de 10%.
Em todos os países da UE, se manteve a tendência de redução dos produtores de leite, apesar de diferentes graus de incidência, segundo os casos. O Reino Unido foi a região onde a perda de produtores de leite foi consideravelmente maior. De uma estação para outra um quarto dos produtores desapareceu. Esta redução ocorreu devido a dois fatores fundamentais: os elevados sacrifícios de animais, devido à epidemia de febre aftosa ocorrida em 2002 e os baixos preços recebidos pelos produtores, motivados em grande parte pela revalorização da libra esterlina. A Holanda foi o segundo país que apresentou redução percentual importante no número de produtores de leite - quase 22%. Neste país, as pressões relacionadas ao meio-ambiente, bem como o fato deste país também ter apresentado febre aftosa no ano passado, são algumas razões desta redução.
Na Espanha, a queda no número de produtores de leite foi superior à média comunitária, ficando em torno de 10,8%. Na estação de 2001/02 havia 49,916 mil produtores de leite neste país, o que denota uma redução de mais de seis mil produtores com relação ao período anterior.
Em valores absolutos, a maior baixa ocorreu na Itália, onde desapareceram 11 mil produtores de leite na última estação produtiva. Na Alemanha, que no período de 2000/01 foi o país que mais perdeu produtores de leite - quase 17 mil -, na estação passada este número se manteve bastante estável, constatando-se uma redução de somente 1,7%. A Alemanha, com 127 mil produtores de leite, e a França, com 122 mil, são os países que concentram o maior número de produtores da UE, sendo, juntos, responsáveis por 42% do total.

Fonte: Agrodigital, adaptado por Equipe MilkPoint