Tetra Pak investe para incentivar consumo de leite longa vida no Nordeste
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Para a gerente da categoria de lácteos da Tetra Pak, Heloísa Rios, há um grande potencial para o crescimento do consumo de leite longa vida no Nordeste. Na região, o produto conta com 10% de participação em um mercado que inclui também leite em pó (49% do total), pasteurizado e cru, conforme o Ibope. Na média brasileira, o longa vida tem 44%. "Esperamos elevar o volume de vendas em 20% após a campanha", afirmou. Em 2002, o Nordeste consumiu 238 milhões de litros de leite longa vida, 8% do total produzido no Brasil.
As principais barreiras para o consumo de leite longa vida no Nordeste são a escassez de produção e a decorrente falta de hábito cultural da população, acostumada a comprar leite em pó. Os preços também atrapalham: o leite longa vida custou em média 10% a mais que o leite em pó no ano passado na região.
A Parmalat, que está ampliando a capacidade de sua fábrica em Garanhuns (PE), informou por meio de sua assessoria de imprensa que conta com capacidade de produção suficiente para suprir um eventual aumento da demanda.
O laticínio Milênio, que produz longa vida em Minas Gerais, decidiu investir no transporte do produto por ferrovia. A operação começou em outubro e a empresa transporta mensalmente 550 mil litros pelo trecho que liga Três Corações (MG) a Simão Filho (BA), cidade próxima a Salvador. "Assim, nossos preços estão nos mesmos níveis do leite em pó", disse o sócio-diretor da Milênio, Arthur Bernardes. Com a campanha de marketing, o laticínio espera transportar entre 1 milhão e 1,5 milhão de litros de leite por mês a partir de março.
Fonte: Valor On Line (por Raquel Landim), adaptado por Equipe MilkPoint
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JEQUIÉ - BAHIA - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 26/01/2003
E os produtores, será que se dão conta que a caixinha vale mais que o lucro que ele tem na atividade? Que os laticínios retiram de sua remuneração no preço do leite porque a caixinha só faz subir de preço? Quando será que os produtores de leite passarão a ter maturidade para verem sua atividade como um todo? Do capim a prateleira? Será que seremos capazes de um dia participar das reuniões da Cooperativa? Me refiro às reuniões que não são para anunciar linhas de créditos pelos bancos ou festança para eleger a nova diretoria. Me refiro àquelas reuniões onde são tratados os assuntos de quanto vão me pagar pelo meu leite e porquê este preço? Refiro-me às reuniões para escolher a melhor forma de industrializar o nosso leite; quando vamos comprar os insumos; quanto é a remuneração dos diretores; que resultados a assistência técnica vem apresentando?
Nosso mercado é o leite barriga mole, o mussarela, o queijo qualho, a manteiga, o queijo de manteiga. O que estamos fazendo para preservar e crescer esse mercado e evitar que importemos leite de outros estados, ainda mais em caixinha.
São devaneios. Acho que nem Cooperativa decente tem no Nordeste.