Conflito entre Iraque e EUA detém lácteos
Segundo um informativo divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o mercado internacional de produtos lácteos está bastante calmo e muitos compradores estão atrasando suas atividades devido à preocupação existente com relação ao conflito no Oriente Médio. No mercado da Oceania, o fortalecimento das moedas da Austrália e da Nova Zelândia frente ao dólar norte-americano também está influenciando neste cenário.
Na Oceania, a tendência da produção está apresentando um equilíbrio entre o abastecimento e a situação de demanda, como é tradicional no final da safra de produção. A maioria dos produtores da Nova Zelândia tem reprogramado suas ordenhas, passando de duas a uma por dia, e também há previsão de que, em muitas propriedades, os rebanhos acabarão secando antes do normal.
De forma geral, as condições de seca continuam, apesar das recentes chuvas que melhoraram a situação. Na Austrália, as chuvas recuperaram as pastagens, causando inclusive algumas inundações. No entanto, a Austrália permanece com uma considerável situação de déficit de água.
As indústrias continuam preocupadas com a capacidade de cumprir com os atuais compromissos e ter um estoque adequado para o período de entressafra. A preocupação referente ao efeito que a seca poderá ter na produção da próxima safra permanece, devido à recria e ao alto custo da alimentação.
Apesar de algumas consultas estarem sendo feitas por países do Oriente Médio, a maioria está apenas checando a disponibilidade e o preço. A dificuldade em se conseguir fazer o seguro necessário para importar o produto, por países do Oriente Médio, tem dificultado as negociações. Outros relatórios indicam que alguns países da região, fora da área potencial de conflito, não estão atualmente emitindo as necessárias cartas de crédito.
Europa Ocidental
Alguns exportadores europeus estão especulando que a UE deverá em breve ajustar os subsídios à exportação, baseado no fortalecimento do Euro, comparado com o dólar.
Os produtores de leite de países da UE, como a França, por exemplo, estão reduzindo a produção de leite para ficar dentro da sua cota anual de produção ou, pelo menos, diminuir as penalidades referentes à produção extracota. Isto tem reduzido a atual programação de produção. Entretanto, produtores em outros países, como a Alemanha e a Holanda, não estão apresentando problemas com a cota.
A atual produção de leite está aumentando sazonalmente. Os exportadores da Europa Ocidental esperam ser a principal fonte de produtos lácteos devido à reduzida produção na Oceania e ao preenchimento da maioria (todas menos de manteiga) das cotas anuais dos EUA sob o Programa de Incentivo às Exportações de Lácteos (DEIP).
Europa Oriental
Na Europa Oriental, a produção de leite está aumentando sazonalmente, mas apenas limitadas quantidades de produtos para a exportação estão sendo produzidas. Os produtores de leite da Polônia estão esperando uma boa estação de produção de leite na primavera, enquanto outros países da região estão menos otimistas.

Fonte: Agrodigital, Infortambo e USDA, adaptado por Equipe MilkPoint