Nanotecnologia no controle de parasitas

Startup está desenvolvendo nova formulação usando nanopartículas biopoliméricas para prolongar o efeito dos compostos e garantir maior eficiência no campo. Confira!

Publicado por: MilkPoint

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Os ectoparasitas representam um grande desafio para a pecuária brasileira, com perdas significativas no ganho de peso do gado. A startup LumenEra, em parceria com o INCT NanoAgro, está desenvolvendo uma formulação inovadora baseada em nanotecnologia para o controle desses parasitas. O projeto, apoiado pelo programa Catalisa ICT, busca aumentar a eficácia do produto e reduzir impactos ambientais, visando consolidar uma solução sustentável para o setor.

Os ectoparasitas estão entre os principais desafios econômicos e sanitários da pecuária brasileira, afetando tanto os rebanhos de corte quanto os de leite.

Estimativas da Embrapa indicam que infestações por carrapatos podem reduzir o ganho de peso diário do gado em até 25%, enquanto ataques de moscas-dos-chifres podem resultar em perdas de até 40 quilos por animal ao longo do ciclo produtivo.

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Esses prejuízos têm impulsionado o desenvolvimento de soluções mais eficientes e sustentáveis para o controle dos parasitas. Uma dessas iniciativas é conduzida pela LumenEra, startup de base científica vinculada ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT NanoAgro).

 

Nanotecnologia aplicada ao manejo sanitário

A empresa está desenvolvendo uma nova formulação baseada em nanotecnologia para o controle de ectoparasitas bovinos. Segundo a pesquisadora Estefânia Campos, uma das responsáveis pelo projeto, o objetivo é aumentar a eficácia e a durabilidade do produto, reduzindo ao mesmo tempo o impacto ambiental.

“Estamos desenvolvendo uma solução inovadora para o controle de ectoparasitas que representa uma alternativa promissora às formulações comerciais atualmente disponíveis. A proposta combina dois ingredientes ativos com mecanismos de ação complementares, potencializados pelo uso de nanotecnologia”, explicou Estefânia.

“Por meio do encapsulamento em nanopartículas biopoliméricas, buscamos otimizar a estabilidade e a liberação controlada dos compostos, aumentando sua eficácia e durabilidade no animal”, acrescentou.

A pesquisadora destacou que o diálogo com veterinários e produtores permitiu realizar ajustes técnicos para adequar o produto às condições reais de campo, garantindo eficiência, segurança e viabilidade operacional em diferentes sistemas de produção.

Avanço do projeto com apoio do Catalisa ICT

A startup participa atualmente da Fase 2 do programa Catalisa ICT, que incentiva a transformação de pesquisas acadêmicas em negócios tecnológicos. A iniciativa visa consolidar o desenvolvimento da solução e validar os protótipos em ambiente real.

“O Catalisa ICT representa uma oportunidade importante para evoluirmos da fase experimental para uma aplicação prática e escalável. Nosso objetivo é oferecer ao mercado pecuário uma solução sustentável e de alto desempenho no combate aos ectoparasitas”, afirmou a pesquisadora.

Com o avanço do projeto, a expectativa é ampliar as ferramentas de manejo no controle de parasitas, reduzir as perdas produtivas e fortalecer a competitividade da pecuária nacional.

As informações são do Canal Rural.

 

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