Devido à previsão da maior seca dos últimos 20 anos, os produtores, preocupados com a consequente falta de alimentos para o rebanho, solicitaram ao representante do governo, a elaboração de ações preventivas e emergenciais, já que em algumas regiões, o gado já está morrendo por falta de água e comida. "A palma, melhor alternativa para épocas de seca, acabou; foi dizimada pela cochonilha. O milho e a soja chegam ao estado em valores impraticáveis", afirmou o presidente do Sistema FAEPA/SENAR-PB, Mário Borba.
Durante a reunião foi traçado um plano emergencial para resgate dos agricultores e da produção leiteira, por meio da utilização de outros produtos na alimentação animal, como a cana. Serão necessários 90 mil toneladas de cana para alimentar todo o rebanho do estado por volta de 4 meses.
Para o governo do estado, através da Sedap, ficou a responsabilidade de levantar a quantidade de cana disponível e estudar a logística para o transporte e distribuição do alimento. O Sistema FAEPA/SENAR-PB ficou com a tarefa de promover treinamentos e cursos que ensinem ao produtor rural formas de produzir, estocar e garantir alimentos em períodos de seca e escassez.
Além dos treinamentos, o presidente da FAEPA deverá apresentar, na próxima reunião da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), dia 19/04, um documento com os detalhes do plano e pleitear a liberação de um crédito emergencial para os produtores rurais inclusos na área de atuação da Sudene, em função da seca. O crédito emergencial seria utilizado na compra de ração para a manutenção do rebanho durante o período de seca.
A matéria é da Assessoria de Comunicação Social FAEPA/SENAR-PB, adaptada pela Equipe MilkPoint.

