Representantes do setor leiteiro do Estado de Santa Catarina discutirão, hoje, em uma reunião de emergência que ocorrerá em Chapecó (SC), convocada pelo Secretário da Agricultura, Odacir Zonta, a fixação de um preço mínimo pago aos produtores, que seja capaz de cobrir os custos de produção.
A idéia da reunião é ouvir tanto os produtores como as indústrias, que irão expor os preços pagos e recebidos, e suas justificativas. Segundo os produtores, caso seja determinado um preço mínimo, este terá que ser de pelo menos R$ 0,23 a R$ 0,25, para que as despesas de produção sejam cobertas. No mês passado, o valor médio pago pelas empresas ficou entre R$ 0,14 e R$ 0,19.
Porém, por outro lado, as indústrias alegam que estão obedecendo a uma simples lei de mercado, ou seja, se a oferta aumenta, o preço cai.
Já na opinião de Jaime Casarotto, presidente da Cooperativa de Pequenos Produtores de Leite de Seara, o caminho para a solução deste problema não é a fixação de um preço mínimo, já que isso limitaria os dois lados. "Apurar as diferenças de ganhos na cadeia produtiva parece ser a saída."
Fonte: Diário Catarinense (por Néia Pavei), adaptado por Equipe MilkPoint
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MilkPoint
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