Diversos dados divulgados na Argentina mostram que o setor leiteiro, juntamente com o pecuário, é um dos mais prejudicados de toda a produção agropecuária do país. Em conseqüência, fontes da indústria leiteira informaram nos últimos dias que esperam que, em breve, esta seja convocada pelo governo nacional, para que seja realizado um plano de competitividade, que promete beneficiar todos os produtores de leite argentinos.
De acordo com uma análise de conjuntura realizado pela Consultora em Economías Regionales (COER) e pelo Centro de Investigaciones Lecheras (CIL), durante o primeiro semestre do ano, a produção de leite na Argentina diminuiu 7%, sendo que esta situação é vista em todas as províncias produtoras de leite. Sendo assim, fontes do setor falaram sobre a necessidade de contar com um plano de competitividade que, segundo foi dito há mais de 4 meses, na Mercoláctea 2001, deverá ser realizado no menor tempo possível. Por outro lado, algumas fontes disseram que, devido ao fato do setor estar apresentando números cada vez mais negativos, talvez o governo argentino decida acelerar a realização de um convênio, e definir a criação do Instituto de Fomento Lácteo.
As últimas estimativas realizadas mostram que, nos últimos meses, mais de 200 propriedades leiteiras foram fechadas na Argentina, enquanto que, aqueles que continuam no setor, estão enfrentando uma grande demora no pagamento do leite entregue. Além disso, tanto o consumo interno como externo não estão dando mostras de que se recuperarão em curto e médio prazo. Neste contexto, a situação se agrava, em função da depressão dos preços internacionais, originada do aumento da produção global e, por outro lado, devido à competição desleal dos países que subsidiam a produção, impõem barreiras à entrada de produtos argentinos, como por exemplo, o Chile, ou diretamente dispõem de medidas antidumping, como é o caso do Brasil.
Mesmo diante desta situação, extremamente complicada, as empresas líderes SanCor e Milkaut - que cresceram e estão se projetando internacionalmente em função do processo de fusão - poderão se tornar a maior empresa de lácteos da América Latina, e a quarta a nível mundial.
Durante o mês de junho, as compras de leite em pó do Chile e do Brasil reduziram cerca de 30 e 50%, respectivamente. Entretanto, de acordo com os registros do Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa), no primeiro semestre deste ano, o total de exportações de lácteos na Argentina foi cerca de US$ 140 milhões, 16% a menos do que no ano 2000 - US$ 165 milhões.
fonte: Infortambo, adaptado por Equipe MilkPoint
Setor leiteiro argentino espera um plano de competitividade
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