Itambé, Embaré, Ilpisa, Confepar e Central de Laticínios do Estado de São Paulo (CCL) começam a colher os resultados da parceria na trading de exportação Serlac. A empresa, criada em maio e que tem 50% do controle nas mãos da companhia de comércio exterior Sertrading, faz, na próxima semana, sua primeira seqüência de embarques.
Serão exportados oito contêineres: um de leite condensado para o Líbano, três de leite evaporado para o Marrocos, um de leite em pó para a América Central e três de leite em pó para o Djubouti, no oeste da África. "São os primeiros resultados do trabalho", diz o presidente da Sertrading, Alfredo de Goye. Antes disso, a Serlac havia exportado apenas pequenos volumes de leite em pó para a Argélia.
A primeira seqüência de exportações rendeu à empresa US$ 500 mil. Segundo o diretor de operações da Serlac, André Mesquita, a importadora libanesa, por exemplo, compra cinco contêineres por mês da Europa. "Parte dessa demanda pode ser desviada para o Brasil". A meta da Serlac é vender US$ 10 milhões até junho de 2003.
O início das exportações da Serlac coincide com uma reviravolta de preços no mercado internacional. Em tendência descendente desde o início do ano, os baixos preços vinham atrasando os planos da companhia. A cotação da tonelada de leite em pó na União Européia atingiu US$ 1,4 mil em setembro. No mês anterior, a cotação variou entre US$ 1,2 mil e US$ 1,3 mil. A alta foi provocada pelas menores exportações de Argentina e Uruguai, pela maior demanda do Sudeste Asiático e pela decisão da neozelandesa Fonterra de elevar os preços para o próximo ano.
Fonte: Valor On Line (por Raquel Landim), adaptado por Equipe MilkPoint
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