A Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) emitiu um parecer aprovando, sem nenhuma restrição, a operação em que a Parmalat comprou os ativos de produção e comercialização da Fleischmann Royal. Os técnicos da Seae acreditam que o negócio não afetará a concorrência no setor de lácteos. Mas a decisão final será do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que vai julgar o caso.
Com a operação, a Parmalat passou a ter 37,49% do mercado de leite aromatizado, 41,41% do segmento de creme de leite e 38,52% no de leite condensado.
A participação do grupo no setor de doce de leite será de apenas 6,9%. "Apesar das altas participações obtidas nos mercados de leite condensado e creme de leite, o exercício de poder de mercado, por parte da Parmalat, seria improvável", afirmaram os técnicos em nota oficial divulgada ontem.
Na argumentação, outras empresas continuarão podendo entrar nesses dois segmentos, pois o investimento mínimo para isso é considerado baixo para as companhias que já atuam no setor. Além disso, a Parmalat teria dificuldades em adotar práticas que prejudiquem a competição porque existem "fortes concorrentes em âmbito nacional", a Nestlé e a Itambé.
Por último, os técnicos alegam que os principais clientes, as grandes redes de supermercado, têm um alto poder de barganha. Entre as principais marcas compradas estão Avaré e Glória.
Fonte: Valor On Line (por Ricardo Allan), adaptado por Equipe MilkPoint
Seae aprova compra da Royal pela Parmalat
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