SC: FAESC teme que importações estejam prejudicando o produtor de leite

O vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC) e também do Conseleite, Nelton Rogério de Souza, manifestou preocupação com o aumento das importações de leite em pó do Uruguai.

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Reunido em Chapecó no fim de semana, o Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Estado de Santa Catarina aprovou os preços de referência da matéria-prima leite do mês de maio e a projeção para junho de 2012.

Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite-padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao leite-padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite/SC.

Os valores se mantiveram estáveis com redução média de 1 centavo: o valor para o leite posto na propriedade com Funrural incluso baixou de R$ 0,6617 para R$ 0,6515/litro. O leite acima do padrão ficou em R$ 0,7492 e o abaixo R$ 0,5923.

O vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC) e também do Conseleite, Nelton Rogério de Souza, manifestou preocupação com o aumento das importações de leite em pó do Uruguai. De 2008 para cá, a média de importação do produto uruguaio cresceu mais de 900%.

Em 2008, a média de importação do leite em pó uruguaio era de 375 toneladas mensais. Nos primeiros quatro meses deste ano, o Brasil importou um volume médio de 3,8 mil toneladas/mês do país vizinho. Essa quantidade, acrescida das importações chilenas e argentinas do mesmo produto, chega a um volume médio de 8,5 mil toneladas por mês.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), de janeiro a março deste ano, o índice de captação não cresceu pela primeira vez desde a sua criação. No mês de março, o índice registrou queda de 4% em relação a fevereiro.

Outro problema que agrava a situação da cadeia produtiva do leite são as assimetrias existentes entre os países do Mercosul, como o câmbio, custos de produção e até o clima. Para se ter uma ideia do quanto esses fatores impactam no mercado, a indústria brasileira vende o quilo do queijo mussarela pelo preço de R$ 10,30 no atacado, enquanto que o produto argentino chega ao mercado varejista nacional a R$ 7,50 o quilo. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o preço médio de importação do leite em pó, em março deste ano, foi 25% menor que o preço do produto nacional.

Para mitigar os efeitos da importação de leite em pó na cadeia produtiva brasileira, Souza recomenda medidas emergenciais que precisam ser adotadas pelo governo brasileiro, entre elas, um acordo de cotas com o Uruguai e a manutenção do pacto com a Argentina, com a inclusão do item queijo na negociação.

Com o objetivo de aumentar a competitividade do produto brasileiro, a FAESC apoia iniciativa da CNA para a isenção de impostos (PIS/COFINS) que incidem sobre a ração animal e o sal mineral, cuja alíquota é de 9,25%.

A matéria é da assessoria da FAESC, adaptada pela Equipe MilkPoint.
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João Paulo Antonello
JOÃO PAULO ANTONELLO

PASSO FUNDO - RIO GRANDE DO SUL - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 28/06/2012

Prezado Ronaldo,



Ao falar em eficiência produtiva temos que analisar toda a cadeia, incluir inclusive a carga tributária. De fato produtos uruguaios chegam mais baratos ao nosso país, basta ver o estrago que eles fazem como bem sitastes.

Para impedir abalos econômicos são criadas barreiras que restringem a entrada desses produtos, pelos supermercados por exemplo. Estas barreiras são tarifas que elevam preços dos produtos estrangeiros e os nivelam aos nacionais.
Laércio Cortez
LAÉRCIO CORTEZ

ERECHIM - RIO GRANDE DO SUL

EM 25/06/2012

   Fica difícil nós produtores de leite competirmos com os vizinho do MERCOSUL, onde que o custo do litro de leite é inferior ao nosso. Para nós o farelo de soja que na maioria das granjas é usado como insumo principal  para a ração aqui  temos que pagar 423,70 a ( US$/ton. Curta ): tonelada curta = 907,18 quilos,  é meramente impossível sermos competitivos dessa maneira onde que o litro de leite esta custando menos que o kg da ração.


Oque vai ter acontecer é o nosso Governo se impor mais e olhar mais para a nossa cadeia produtiva, e começar a taxar cada vez mais a valoração aduaneira nos derivados lácteos que vem do Uruguai, como o leite em pó. Para que assim começarmos a termos o mesmos valores de mercado que eles.


Se não infelizmente não teremos força para continuar no mercado.


Porem não devo  deixa de concordar com o meu colega e amigo João Paulo Antonello que comentou nesse mesmo artigo.


Fonte: http://www.integrada.coop.br/cotacoes/cbot_sjfarelo/farelo_soja_cbot.xhtml,: acesso em 25,jun,2012





Ronaldo Marciano Gontijo
RONALDO MARCIANO GONTIJO

BOM DESPACHO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 24/06/2012

Prezado João Paulo,



Será que nós produtores somos tão ineficientes como você diz? Será que no Uruguai e na Argentina o custo deles é menor que o nosso e todos os insumos utilizados por eles são tão caros como os nossos? Será que eles tem toda a carga tributária que o nosso setor tem? Será que eles estão ganhando dinheiro com os preços baixos que recebem? Ou será que não tem nada chegando barato aqui? Será que podemos acreditar nas desculpas amarelas das nossas industrias? Fica difícil acreditar que o leite do Uruguai consiga fazer tanto estrago em nosso mercado, visto que toda a produção deste país é inferior ao volume captado pela maior empresa de laticinios de nosso país. Creio que se os preços dos produtos lacteos do Uruguai e Argentina fossem assim tão baixos os supermercados estariam comprando o produto diretamente destes países.



darlani  porcaro
DARLANI PORCARO

MURIAÉ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 22/06/2012

Essas importações já estão atrapalhando os prêços do leite aquí em Muriaé, pelo que dizem os laticínios , as vendas diminuiram, e o preço ao produtor foi abaixado mais ou menos 5 centavos. Acontece que nas prateleiras dos mercados os preços até subiram e conversando com um gerente de supermercado, ele falou que houve até uma alta nos produtos lácteos, então deduzo que o produtor está sendo enganado mais uma vez e pagando a conta, nessa época que é de aumento  de preço do leite, a nós produtores, ou pelo menos ser mantido o valor pago. Acho a melhor solução é diminuir todos nós nossa produção, para haver uma valorização do produto.
João Paulo Antonello
JOÃO PAULO ANTONELLO

PASSO FUNDO - RIO GRANDE DO SUL - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 20/06/2012

Mesmo com toda a logística de transporte, produtos estrangeiros chegam ao Brasil mais baratos que nossos, forçando o governo a a criar barreiras para prevenir os possíveis impactos que os mesmos podem causar à economia.

Os lácteos estrangeiros chegam mais baratos, pois a produção é mais eficiente em países como Argentina e Uruguai, enquanto no Brasil os mesmos produtos tem maior custo de produção e qualidade inferior.

Assim fica difícil pensar em exportação, nossos produtores não são eficientes nem ao menos para concorrer em seu próprio mercado sem intervenção do governo. Precisamos melhorar, diminuir custos, e isso com certeza custará a muitos o abandono da atividade.
Sandro Costa Nunes
SANDRO COSTA NUNES

ITANHÉM - BAHIA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 20/06/2012

É a verdade de sempre. Ótima matéria. O que precisa saber é se dentro do governo tem alguém interessado no assunto, o que eu acho difícil. Parabéns pela matéria.
juliano bloemer
JULIANO BLOEMER

NOVA AURORA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 20/06/2012

Se alguem nao tomar uma providencia logo nao sei onde vamos parar!!!!
Eliseu Nardino
ELISEU NARDINO

MARIPÁ - PARANÁ

EM 19/06/2012

SO POR DEUS MESMO, POIS SE FOR ESPERAR POR ESSE GOVERNO QUE SO TEM POLITICA PARA O FOME ZERO ESTAMOS TODOS PERDIDOS
Qual a sua dúvida hoje?