SanCor tenta exportar produtos aos EUA com menos restrições tarifárias

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A possibilidade de doce de leite e queijo parmesão da Argentina entrarem nos Estados Unidos com preferências no sistema tarifário será definida ainda nesta semana, entre quinta e sexta-feira, em Washington. A companhia de lácteos argentina SanCor, na qualidade de empresa interessada nesta medida, tentará convencer as autoridades de comércio dos EUA para que estes produtos, juntamente com alguns outros, entrem no país sob o Sistema Generalizado de Preferências, que é outorgado a países subdesenvolvidos com baixo nível de renda por habitante.

Na prática este sistema implica na eliminação das obrigações tarifárias de importação ou redução das mesmas ao mínimo. O gerente de comércio da SanCor, Hernán Tévez, admitiu que, no caso de haver êxito nas negociações, todas as empresas lácteas da Argentina poderão exportar em condições preferenciais ao maior mercado do mundo.

Atualmente as exportações de doce de leite aos EUA devem pagar tarifas equivalentes a 15% sobre o valor do envio. As vendas de queijo parmesão são acrescidas de tarifas com um valor fixo: US$ 1,2 por quilo de queijo exportado. A eliminação destas tarifas permitirá aumentar a competitividade das empresas argentinas. As negociações começaram a ser feitas na quinta-feira na sede da Comissão de Comércio dos EUA e serão definidas durante uma audiência pública prevista para sexta-feira no Departamento do Tesouro, a cargo de Paul O'Neill.

Também participarão das reuniões os diretores da SanCor e os representantes do Centro de Indústrias Leiteiras (CIL) da Argentina, entidade presidida por Ricardo James. Os funcionários da Chancelaria que deveriam acompanhar a missão não estarão presentes por falta de orçamento federal. Porém, eles serão substituídos pelo embaixador Diego Guelar e técnicos da Embaixada argentina nos EUA.

Além dos produtos lácteos mencionados, as negociações envolverão outros 12 produtos industriais e agropecuários, entre eles, amendoim e produtos derivados, uva e suco de uva. Todos estes produtos já passaram pela primeira prova de demonstrar que não há impedimentos legais para receber o benefício, diferentemente dos cítricos, têxteis e siderúrgicos argentinos. Porém, a Argentina terá que esperar até o final do ano para conhecer o veredicto final, apesar do resultado poder ser anunciado em audiência pública.

Uma nova chance

Não é a primeira vez que a Argentina entra neste sistema. O país já esteve há cinco anos participando do mesmo e foi eliminado por desrespeitar as normas sobre patentes, e foi exigido o pagamento da metade da tarifa externa comum. Em meados de setembro, o governo dos EUA outorgou preferências à entrada de 9 produtos argentinos, correspondentes a 57 posições tarifárias. Entre estes produtos estão alguns tipos de couros, maçãs secas, algumas carnes, entre outros. Estes produtos poderão usufruir desde benefício até julho de 2003. Após este prazo, o país terá que negociar novamente.

Fonte: Infobae, por Victoria Alvarez Benuzzi, publicado em Lecheria Latina
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