RS produz queijo de leite de búfalo

Publicado por: MilkPoint

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Nos próximos quinze dias o consumidor gaúcho já vai poder comprar a verdadeira mozarela, queijo produzido com leite de búfalo, fabricada no Estado. A Cooperativa Sul-riograndense de Bubalinocultores Ltda (Cooperbúfalo) deve colocar no mercado uma tonelada por mês de mozarela, que está sendo produzida pelos próprios cooperados nas instalações do Laticínio Kronhardt Ltda, em Glorinha.

Hoje, o Estado importa mensalmente entre quatro e cinco toneladas do queijo, principalmente daquele produzido na Itália. Uma parte é destinada aos supermercados, mas a maior parte é comprada pelas churrascarias e lojas de queijos finos. Segundo o superintendente da Cooperbúfalo, Erizolei Silva, no Estado não se produz queijo de leite de búfalo industrialmente.

Para alcançar a produção de uma tonelada por mês de mozarela, a Cooperbúfalo irá beneficiar cinco mil litros de leite de búfalo, fornecidos por três criadores. "Já temos 12 propriedades vinculadas ao programa, de proprietários que querem entrar no ramo do leite, mas ainda não têm a estrutura", informou Silva. Hoje, a cooperativa conta com 28 associados. No Estado existem 600 criadores de búfalo. O rebanho é composto por 200 mil animais.

Desde o final do ano passado, a Cooperbúfalo vem trabalhando no Laticínio Kronhardt desenvolvendo e aprimorando a produção. Inicialmente, a cooperativa vai fabricar apenas três produtos diferentes: mozarela tradicional, mozarela em barra e mozarela fatiada. Para desenvolver os produtos, os cooperados fizeram dois cursos com técnicos italianos, em um projeto que começou há quatro anos. Os italianos ensinaram como fabricar a mozarela. Além disso, a cooperativa vem sendo assessorada por Alfredo Zifirelli, um dos maiores especialistas do ramo. A distribuição da mozarela vai começar pelos mesmos pontos de venda da carne de búfalo da Cooperbúfalo, que é vendida em todo o Estado. A mozarela em barra e a fatiada podem ser estocadas, mas a tradicional, hidratada, deve ser consumida em um período limite de 30 dias. Desta maneira, a distribuição deve ser mais ágil. "No dia seguinte à produção o queijo estará nas lojas", completou Silva.

Fonte:Gazeta Mercantil, adaptado por Equipe Milkpoint
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