RS: produtores de Carlos Barbosa preparam queijo colonial com baixo teor de lactose

Assim como os grandes laticínios, muitas agroindústrias familiares percebem as novas demandas do mercado e preparam produtos para nichos específicos. Uma delas é a Granja Cichelero, de Linha Doze, interior de Carlos Barbosa, que há quase dois meses exibe um novo item em suas prateleiras, o queijo colonial com baixo teor de lactose. As primeiras remessas da novidade foram entregues ao varejo em junho.

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Assim como os grandes laticínios, muitas agroindústrias familiares percebem as novas demandas do mercado e preparam produtos para nichos específicos. Uma delas é a Granja Cichelero, de Linha Doze, interior de Carlos Barbosa, que há quase dois meses exibe um novo item em suas prateleiras, o queijo colonial com baixo teor de lactose.  As primeiras remessas da novidade foram entregues ao varejo em junho.

Atualmente, a propriedade familiar conta com 130 vacas produzindo diariamente 4,4 mil litros de leite. Todo o volume é transformado em 15 variedades de queijo que totalizam, em média, 470 quilos por dia. Para a fabricação do mais novo item do catálogo, a agroindústria lança mão do mesmo produto que os laticínios utilizam em larga escala: a lactase. Esse é o nome da enzima colocada dentro da matéria-prima para transformar a lactose (açúcar do leite) em glicose. Depois desse procedimento, o leite transformado é destinado à produção do queijo com baixo teor de lactose, que demora cerca de 30 dias para ficar pronto para comercialização. O tempo é um pouco maior do que se leva para aprontar um queijo tradicional, de 15 a 20 dias.

Pelo fato de o processo de fabricação ser diferenciado, a agroindústria cobra cerca de 15% mais do que os outros produtos. Há cerca de três anos, um dos proprietários da granja, Daniel Cichelero, que é engenheiro de alimentos, já tinha feito uma experiência com queijo sem lactose com uma técnica diferente da atual.

Embora o processo de fabricação fosse igual ao dos outros queijos, o tempo de maturação era muito maior, cerca de seis meses. Pesquisas indicam que ao longo do envelhecimento, o teor de lactose do queijo vai se reduzindo. “Só que este queijo maturado ficava bem encorpado, mais seco e forte, e quem quer produtos sem lactose, prioriza queijos mais leves”, percebeu o dono do negócio, que resolveu não levar a ideia adiante. Desta vez, no entanto, a aposta na novidade é grande.

O queijo colonial com baixo teor de lactose será lançado oficialmente durante a Festiqueijo, em Carlos Barbosa, que começou em 30 de junho e segue até 30 de julho. Segundo Daniel, será uma ótima oportunidade para receber o feedback da clientela. O empreendedor espera atingir um público “interessante” em quatro meses.

Habilitada pelo Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (Susaf), a agroindústria destina grande parte de sua produção para casas de queijos na Serra Gaúcha e na Grande Porto Alegre. A família Cichelero elabora queijos há 14 anos, mas o tambo de leite tem mais tempo, foi inaugurado há mais de 50 anos. Além de renda, o negócio proporcionou transmissão de conhecimento entre as gerações. 

As informações são do Correio do Povo.
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