RS: produção de leite segue estável, com ajustes de manejo diante do calor

Apesar do estresse térmico registrado em parte do período, a adoção de estratégias de manejo, nutricionais e sanitárias contribuiu para a manutenção da produção de leite em diversas regiões, com variações pontuais de produtividade.

Publicado por: MilkPoint

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O cenário sanitário e produtivo no Rio Grande do Sul é estável, apesar do estresse térmico causado por altas temperaturas. Medidas de manejo, como sombra e ventilação, são essenciais. Em Bagé, a produção se mantém estável com rotação de animais. Caxias do Sul enfrentou estresse nas vacas, mas a produtividade foi mantida. Erechim se beneficiou de dias ensolarados, melhorando a pastagem. Em Ijuí, a produção se estabilizou, enquanto Passo Fundo e Pelotas observaram redução devido à escassez de forragem. Santa Maria manteve a produção com boas práticas de manejo.

Do ponto de vista sanitário e produtivo, o cenário no Rio Grande do Sul segue estável. Em diferentes regiões, as temperaturas elevadas provocaram estresse térmico nos animais, reforçando a importância da adoção de medidas de manejo, como oferta adequada de sombra, uso de ventiladores e fornecimento contínuo de água de boa qualidade e em quantidade suficiente. A utilização de alimentos conservados, como silagem, feno e pré-secado, segue presente nas dietas, com o objetivo de atender à demanda energética dos rebanhos.

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Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a produção manteve-se estável. Os produtores intensificaram a rotação dos animais nos potreiros para evitar que as forrageiras ultrapassassem o ponto ideal de utilização, especialmente nas pastagens de sorgo, capim-sudão e milheto.

Em Caxias do Sul, as temperaturas elevadas causaram estresse nas vacas, sobretudo em áreas com menor disponibilidade de sombra. Ainda assim, a produtividade foi mantida. Nos sistemas confinados, o uso de ventiladores e aspersores contribuiu para mitigar os efeitos do calor excessivo. O tempo seco favoreceu a higiene dos úberes e a qualidade do leite, em função da ausência de barro.

Na região de Erechim, os rebanhos voltaram a acessar os piquetes, beneficiados pelos dias mais ensolarados e pela redução do excesso de umidade do solo, o que possibilitou melhor aproveitamento das pastagens. A diminuição da umidade nos arredores das propriedades e nos estábulos evitou a formação de barro, reduzindo os riscos de mastite, problemas de casco e lesões associadas a atolamentos e escorregões.

Em Ijuí, a produção também se manteve estável. Produtores com menor capitalização reduziram a oferta de complemento alimentar como estratégia para contenção dos custos de produção.

Já nas regiões de Passo Fundo e Pelotas, houve redução de produtividade em alguns locais, atribuída à menor disponibilidade de forragem. Em Santa Maria, por outro lado, a oferta de pastagens, aliada às estratégias de manejo nutricional e sanitário adotadas nas propriedades, garantiu a manutenção da produção em níveis satisfatórios.

As informações são do Informativo Conjuntural da Emater RS, adaptadas pela equipe MilkPoint.

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