RS: Cotrijal analisa a atividade leiteira

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As dificuldades pelas quais passa o setor leiteiro poderão ser superadas por programas de gerenciamento das propriedades. Com esse mecanismo o produtor saberá qual o custo que está tendo para produzir leite e onde poderá encontrar alternativas para a redução de gastos do plantel. A posição é do presidente da Cotrijal, Nei Mânica, dita ontem (14), durante o 4º Seminário do Leite, em Não-Me-Toque (RS), que discutiu alternativas para garantir a permanência do produtor de leite na atividade. Participaram 450 produtores de 12 municípios da região do Alto Jacuí. O dirigente salientou que a Cotrijal criou um comitê que visa buscar uma política mais duradoura para o setor.

Foram palestrantes o veterinário e professor da UFSM, João Francisco de Oliveira, o zootecnista da Emater, Fábio Schlick, e o veterinário e professor da USP, Luis Fernando Laranja da Fonseca. Oliveira disse que o melhoramento genético do plantel é um dos aspectos para o aumento de produtividade. O Brasil, disse, é o 18º País do mundo em média de produtividade. No Japão uma vaca produz no período de lactação até 8.380 quilos de leite/ano, enquanto no Brasil a média fica em 1.318 quilos.

O Brasil, lembrou, tem potencial para aumentar a produtividade devido ao clima favorável e às terras propícias, mas apenas dois milhões de animais estão dentro do grupo de elite. "O melhoramento genético anda em paralelo com a produtividade". Conforme Schlick, manejo de pastagens e uso de produtos que passaram pela industrialização, como a cevada e a mandioca, são alternativas de aumento de ganhos. Fonseca entende que agroindústrias e sistemas cooperativos são alternativas para a permanência na atividade leiteira.

A Cotrijal possui um plantel de 18 mil cabeças em 550 propriedades, nos 12 municípios de abrangência da cooperativa, responsáveis pela produção média diária de 100 mil litros de leite.

Fonte: Correio do Povo/RS, adaptado por Equipe MilkPoint
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Massaru Kashiwagi
MASSARU KASHIWAGI

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 22/08/2002

Concordo plenamente com a relevância da produtividade na busca de melhores margens para o produtor.

Tomo porém a liberdade de lembrar que a busca da produtividade é essencial para o sucesso da atividade, mas não é suficiente para garantir a manutenção da margem conquistada.

É fundamental que o produtor consiga formatar um modelo de comercialização em que ele tenha massa de manobra. Em outras palavras, ou os produtores se unem para conseguir negociar em bloco, ou o esforço de melhoria e o conseqüente ganho de produtividade será inútil, uma vez que a indústria "forte" tomará esta margem na primeira oportunidade.

Lembro ainda que "negociar em bloco" não significa apenas discutir preço do leite. É muito mais que isso. Significa influenciar na estruturação de uma política para o produto leite, marketing do leite, comercialização, esclarecimento do consumidor, etc,etc.
Qual a sua dúvida hoje?