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RS: 119 propriedades foram beneficiadas por ações da Produção Integrada de Sistemas Agropecuários

Projeto desenvolvido por Farsul, Senar e Sebrae RS apresenta nesta quinta, em Lagoa dos Três Cantos os bons resultados, principalmente na produção de leite

Após quatro anos de atividades, o projeto PISA Planalto (Produção Integrada de Sistemas Agropecuários) está se encerrando. Desde 2015, 119 propriedades rurais foram atendidas e, assim, beneficiadas pelas ações do programa de Produção Integrada de Sistemas Agropecuários da região do planalto gaúcho. A comemoração acontece neste quinta, dia 6, das 10h às 17h, no Ginásio de Esportes de Lagoa dos Três Cantos, o evento de encerramento do projeto, que contará com palestra de Paulo César de Faccio Carvalho, homenagens e apresentações dos produtores, que falarão do impacto positivo gerado pelo PISA em suas vidas. São esperadas cerca de 250 pessoas, entre participantes, famílias, parceiros e equipe.

O PISA Planalto iniciou as atividades em janeiro de 2015, executado em parceria com o programa Juntos Para Competir (JPC), uma ação integrada do setor agropecuário, desenvolvida por Farsul, Senar-RS e Sebrae RS. O projeto nasceu com o objetivo de fortalecer a bovinocultura de leite por meio de melhorias em gestão, processo produtivo e qualidade do leite. “O foco foi deixar os produtores melhor colocados na atividade leiteira, proporcionando a eles mais produtividade, qualidade, renda e sustentabilidade, com a premissa de que estivessem dispostos a trabalhar com produção a pasto, por ser um sistema de baixo custo e aliado ao desenvolvimento sustentável”, explica Thales da Rocha Flores, gestor de projetos do agronegócio do projeto no Sebrae RS.

Resultados

O projeto mede três tipos de resultados por pesquisa: aumento da produção de leite (em volume), implementação de ferramentas de gestão e faturamento. Dados da pesquisa mais recente – divulgada em abril – indicam o cumprimento das metas. Antes do PISA, a média de produção era de 10 mil litros de leite por hectare. No índice mais recente, passou para 15 mil. Em 2015, 23% das propriedades tinham algum tipo de controle gerencial. Os números de abril indicaram 80% das propriedades trabalhando com diário, fluxo e controle de caixa. Quanto ao faturamento, pelo menos 62% dos participantes do projeto aumentaram o lucro em 20% ou mais. A pesquisa final deve ser disponibilizada em abril de 2019.

Produções impulsionadas

Produtores rurais dos municípios de Água Santa, Fontoura Xavier, Lagoa dos Três Cantos, Marau, Tapera e Victor Graeff constituíram o PISA Planalto. Em Água Santa, os pecuaristas dividiram-se nos grupos Santa Rita e São Caetano. Ao longo dos quatro anos, foram realizadas consultorias individuais, cursos de qualificação técnica, missões técnicas e encontros para discussões. Para Flores, “o importante foi deixar o legado de fortalecimento dos produtores e transformação das regiões. O projeto termina, mas as ações em campo, com compartilhamento do que dá certo, os grupos devem seguir. Deixou-se um ponto de interrogação na cabeça dos produtores, que estão instigados a crescer cada vez mais”, acredita.

Entre os pecuaristas, as considerações são de gratidão: “o projeto foi importante porque me trouxe mais conhecimento e informação, facilitando meu trabalho na propriedade, além de me proporcionar outra visão que contribuiu para o aumento da produção com um custo bem menor”, diz Cláudia Regina Eckstein, produtora de leite em Lagoa dos Três Cantos.

Para o produtor Adriano Mattge, de Victor Graeff, “foi uma satisfação pertencer ao PISA Planalto, o qual me ajudou a trabalhar forte em cima do manejo de pastagem para o animal aproveitar o máximo possível de proteína, melhorando a nutrição e aumentando a renda devido ao baixo custo do processo. Fica meu muito obrigado pelas assistências técnicas de excelentes profissionais”, agradece.

O gestor do Sebrae RS segue na mesma linha: “Foi gratificante poder fazer parte da evolução dos integrantes. Hoje, podemos comemorar excelentes resultados. Além dos mensuráveis, há também melhorias nas propriedades em questões de solo, rebanho, pasto, estrutura física. Tudo isso movimenta as cooperativas, os municípios, as instituições de créditos, os sindicatos. Toda a cadeia sai ganhando”, completa.

As informações são do Sebrae. 

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