O Centro Tecnológico do Queijo, depois de mais de três anos no papel, finalmente vai se tornar realidade, com a liberação, ontem, de R$ 450 mil, valor estimado das obras físicas, pela Agência de Desenvolvimento do Nordeste (Adene). O projeto, a ser instalado na localidade de Tororó, no município de Currais Novos, região do Seridó, no Rio Grande do Norte, deverá entrar em atividade entre os meses de julho e agosto e tem o valor total estimado em R$ 4 milhões.
O empreendimento conta ainda com recursos do Governo do Estado, CNPq, Finep e Proep. O Centro é um dos projetos elaborados dentro do Programa de Apoio a Micros e Pequenas Empresas do Rio Grande do Norte (Poloemp), que prevê a criação de pólos produtivos em diversos segmentos.
Segundo o coordenador do Poloemp e Bolsista do CNPq, José Lacet de Lima Filho, desde 1998 já foram investidos R$ 800 mil, recursos do Finep e Governo do Estado, na compra de equipamentos, que estão guardados em um armazém na sede do Ministério da Agricultura em Natal. Ao todo, são mais de trinta itens como o conjunto de pasteurização de leite, balanças, tanques de fabricação de queijo, câmaras frigoríficas e caldeiras, entre outros. “Com os recursos para as obras físicas, que já foram inclusive licitadas, o CTQueijo será uma realidade muito em breve”, afirma.
Na primeira fase do projeto serão montadas uma queijaria e uma chocolateria, que funcionarão como escolas com a finalidade de reciclar os pequenos produtores já em atividade e ensinar os novos empreendedores do setor. Na fase posterior estão previstos laboratórios, transferência de tecnologia e a montagem de um condomínio de empresarial. “O terreno escolhido tem 18,5 hectares, já prevendo estes pequenos empreendimentos”, conta Lacet. Como o Centro vai atuar em todas as fases da cadeia produtiva, deverá gerar cerca de 3,5 mil empregos diretos e indiretos.
Embora não haja uma pesquisa quantitativa, estima-se que nos 26 municípios da região do Seridó, onde se concentra a maior parte dos produtores, algo em torno de duas mil queijarias estejam em atividade. A produção estimada é da ordem de 25 toneladas diárias de queijos dos tipos coalho e de manteiga e o consumo de leite chega aos 250 mil litros/dia. A produção total de leite do Estado é da ordem de 520 mil litros por dia.
Outra missão do CTQqueijo será melhorar a qualidade dos queijos produzidos na região, adequando o produto às exigências do Ministério da Agricultura. “Os produtores do Seridó precisam garantir e ampliar mercados, o que só é possível com o Selo de Inspeção Federal (SIF)”, lembra Lacet. Uma das exigências para a obtenção do selo é a pasteurização de todo o leite utilizado na produção de derivados, missão impossível para o pequeno produtor, uma vez que a menor máquina de pasteurização custa cerca de R$ 14 mil.
Fonte: Gazeta Mercantil, adaptado por Equipe MilkPoint
Rio Grande do Norte terá Centro do Queijo
Publicado por: MilkPoint
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