Reunião deve definir suspensão de incentivos à Nestlé

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A Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg) solicitou uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo do Fomentar para esta semana, para apreciar o pedido de suspensão dos benefícios concedidos à Nestlé. Mas a decisão deve ficar pra o início de dezembro. A multinacional comunicou à Secretaria Executiva do Fundo de Fomento à Industrialização de Goiás (Fomentar) que não acatará a resolução que estabelece a assinatura de contratos com os produtores.

"Queremos que se cumpra a resolução do órgão, pois não se pode admitir dois pesos e duas medidas. Se os demais laticínios que operam no Estado acataram e estão assinando os contratos, não podemos permitir que só a Nestlé continue tratando do assunto como algo exclusivo da sua política interna", diz o presidente da Faeg, Macel Caixeta.

Caixeta afirma que também não aceitará que se altere a resolução do Fomentar para atender aos interesses da Nestlé, conforme já tem conhecimento extra-oficial da solicitação. "Pelo que estamos informados, a empresa quer que se modifique a resolução para que possa assinar contratos com os produtores individualmente e não através de suas organizações de classe, conforme é exigido", diz Caixeta, argumentando que isoladamente o produtor não teria qualquer poder de barganha frente à empresa.

"Vamos orientar nossos produtores a buscar alternativas de comercialização com laticínios que efetivamente acataram a resolução do Fomentar e já estão assinando contratos com os seus fornecedores", defende.

Fonte: O Popular/GO, adaptado por Equipe MilkPoint
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Paulo Fernando Andrade Correa da Silva
PAULO FERNANDO ANDRADE CORREA DA SILVA

VALENÇA - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 21/11/2002

O que pretende a Nestlé é transferir a responsabilidade de compra do leite à recém-criada filial DPAB (Dairy Products of America do Brasil), tentando assim, eximir-se de qualquer contacto com o produtor, que possa lhe trazer má imagem institucional,como CPIs por exemplo, por manter o preço do leite no Brasil tão oprimido.

Cabe aos produtores de leite estar concientes e não perder de vista que, quem vai processar o leite captado pela DPAB e vendê-lo ao consumidor final é a própria Nestlé, não podendo esta se omitir da responsabilidade que sempre teve e terá em relação a viabilidade econômica dos produtores de leite no Brasil.
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