Resfriadores em zona rural do PR melhoram a qualidade do leite

Publicado por: MilkPoint

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A instalação de 20 resfriadores de leite em pontos estratégicos da zona rural de São José da Boa Vista (PR), até maio do ano que vem, vai proporcionar um ganho adicional de aproximadamente R$ 9,6 mil aos 190 associados à Agepagro - a entidade que reúne os produtores de leite do município. A expectativa é de que os dez primeiros equipamentos estejam em uso até o final de novembro.

Com a expansão da tecnologia, o antigo sistema de coleta em latões será substituído pela granelização. O sistema de coleta do leite em latões – que podem ficar até 5 horas estocados antes de o produto ser resfriado – afeta a qualidade do leite e, em conseqüência, seu preço. Além disso, não mais serão utilizados os abrigos construídos às margens das estradas para proteger do sol os enormes vasilhames e 2 dos 3 caminhões que os apanham diariamente em 190 endereços diferentes.

A compra dos novos resfriadores – prevista no Plano Municipal de Desenvolvimento Rural para melhorar a qualidade do leite e a remuneração do produtor – é apoiada pelo programa “Paraná 12 Meses”, do Governo do Estado. Os equipamentos que deverão chegar no próximo mês estão sendo adquiridos com recursos repassados pelo programa, a fundo perdido, por R$ 100 mil. Os demais serão destinados pelo Ministério da Agricultura.

Os investimentos na produção leiteira de São José da Boa Vista começaram há três anos, quando a cooperativa financiou R$ 110 mil do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O dinheiro custeou a construção da unidade de granelização, que abriga os atuais três resfriadores - dois com capacidade para 2.050 litros cada e o terceiro para 300 litros.

Atualmente a Agepagro reúne 190 associados que produzem 160 mil litros de leite por mês. A Parmalat compra 90% da produção e a Fleischmann, 10%. A cooperativa pretende aumentar a produção para 400 mil litros mensais dentro de dois anos – sem aumentar o rebanho atual de 1,6 mil vacas leiteiras. A idéia é lançar no mercado, após esse crescimento, um iogurte com marca própria da cooperativa. Antes disso, porém, começa o envasamento de leite em pacotes plásticos. A previsão é de que o produto comece a ser comercializado no começo de 2002.

Para realizar os dois projetos, estão em fase de conclusão as obras do laticínio da Agepagro. O projeto recebeu R$ 90 mil do Pronaf para construção e aparelhagem da usina e do laboratório que testa a qualidade de amostras do produto. Todos os produtores têm o leite analisado antes de ser levado aos resfriadores.

A execução da obra é da prefeitura. Enquanto o processo industrial não começa, uma equipe de técnicos do “Paraná 12 Meses” treina os produtores e outra, da Fábrica do Agricultor, cuida da criação da embalagem. A expectativa inicial de produção é de 1,5 mil litros/dia.

Fonte: Paraná Online, adaptado por Equipe MilkPoint
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