A partir de hoje as equipes que estão percorrendo os laticínios irregulares do Estado de Goiás, identificados pelo Serviço de Inspeção Estadual - como parte da chamada operação arrastão, realizada pela Agência Goiana de Desenvolvimento Rural (Agenciarural) e iniciada na semana passada para interditar os estabelecimentos que funcionam clandestinamente - serão reforçadas com a presença de policiais militares.
Segundo Hélio Louredo, diretor de Defesa Pecuária da Agenciarural, o trabalho, que tinha como meta fechar 39 laticínios em 1 semana, acabou sendo prejudicado, devido à agressividade de alguns donos de laticínios contra os fiscais da agência, bem como ao grande volume de produtos apreendidos. Como neste período as inspeções continuaram sendo realizadas pelos técnicos, o número de estabelecimentos clandestinos identificados subiu para 54.
Louredo acredita que o crescimento do número de laticínios clandestinos identificados se deve, em grande parte, às denúncias da população que, alertada pela divulgação dos trabalhos de inspeção e interdição realizados pela Agenciarural, tem realizado uma grande contribuição.
Os estabelecimentos interditados equivalem a 10,5% dos laticínios que operam de forma regular em Goiás - que possui 390 laticínios registrados. "O laticínio clandestino, é bom que se diga, é prejudicial à toda a sociedade. Oferece risco à saúde do consumidor, já que não é submetido à uma inspeção sistemática, além de sonegar impostos", diz Louredo.
Além do consumidor, Louredo informa que o produtor de leite pode se prejudicar, fornecendo leite aos estabelecimentos sem registro nos órgãos de inspeção. "O produtor corre o risco de ter que interromper o fornecimento para seu cliente se este não tiver SIF (Serviço de Inspeção Federal), SIE (Serviço de Inspeção Estadual) ou SIM (Serviço de Inspeção Municipal) e for interditado, o que pode representar prejuízos."
Louredo informou que, até agora, já foram apreendidos cerca de 37 toneladas de queijo e derivados de leite. Ele afirma que os laticínios lacrados podem voltar a funcionar, desde que regularizem a sua situação junto aos órgãos competentes.
fonte: Gazeta Mercantil (por Dalton Costa), adaptado por Equipe MilkPoint
Reforçada a operação para interditar laticínios clandestinos em Goiás
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