O estudo considera uma base de 645 mil postos de trabalho no setor agropecuário paranaense, com massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões, incluindo salários e encargos obrigatórios como FGTS, INSS patronal, provisão de férias e 13º salário. Com a redução da jornada, estima-se a necessidade de reposição de 16,6% da mão de obra, seja por meio de novas contratações ou pelo pagamento de horas adicionais, o que representa aproximadamente 107 mil novos postos para manutenção do atual nível de produção.
O impacto varia conforme a cadeia produtiva. Na avicultura e suinocultura, o custo adicional anual estimado é de R$ 1,72 bilhão, em razão do manejo contínuo dos animais e das escalas ininterruptas nas plantas frigoríficas. Na cadeia de grãos — soja, milho e trigo —, a necessidade de adequação chega a R$ 900 milhões, com desafios concentrados no recebimento da safra e na logística de transporte durante os períodos de pico.
No setor de laticínios, o acréscimo estimado é de R$ 570 milhões por ano, considerando a coleta diária e o processamento imediato do leite. Nas cadeias de cana, café, fumo e hortifruti, o impacto alcança R$ 910 milhões anuais, reflexo da forte dependência de mão de obra em períodos curtos de colheita e da necessidade de ampliar equipes para manter o ritmo produtivo.
O estudo aponta que a eventual redução da jornada de trabalho demandará planejamento e adequação da força de trabalho para garantir a produtividade e o funcionamento das cadeias agropecuárias paranaenses.
As informações são do Sistema FAEP, adaptadas pela equipe MilkPoint.