Jussara negocia fábrica de leite em pó no Paraguai com investimento inicial de US$ 10 milhões

A expectativa é de que a unidade entre em operação dentro de aproximadamente um ano. Todo o leite em pó processado será destinado ao mercado brasileiro.

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A Jussara, uma das maiores empresas do setor lácteo brasileiro, iniciou negociações com o governo do Paraguai para instalar uma unidade de fracionamento de leite em pó no país, com investimento inicial de US$ 10 milhões. A operação, sob o regime de maquila, deve começar em um ano e destinará todo o leite em pó ao mercado brasileiro. O Paraguai é atraente para indústrias devido a custos competitivos, como energia elétrica barata e carga tributária reduzida. O projeto ainda está em fase de negociação.
A Jussara, uma das maiores empresas do setor lácteo brasileiro, iniciou negociações formais com o governo do Paraguai para instalar uma unidade de fracionamento de leite em pó no país. A informação foi divulgada pelo jornal paraguaio La Nación.

Segundo a publicação, representantes da empresa foram recebidos pelo ministro da Indústria e Comércio do Paraguai, Marco Riquelme, e pelo vice-ministro Javier Viveros, ocasião em que apresentaram os avanços do projeto. A proposta prevê um investimento inicial de US$ 10 milhões e a implantação da operação sob o regime de maquila, modelo voltado à industrialização para exportação.

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A expectativa é de que a unidade entre em operação dentro de aproximadamente um ano. Todo o leite em pó processado será destinado ao mercado brasileiro.

Com 70 anos de história, a Jussara produz cerca de 1,2 milhão de litros de leite por dia e está presente em mais de 700 municípios brasileiros. Fundada por Amélio Rosa Barbosa, a empresa também atua em outros segmentos, por meio da Jussara Agro, além de manter uma rede de postos de combustíveis.

A iniciativa acompanha um movimento observado nos últimos anos entre empresas brasileiras, que têm escolhido o Paraguai para instalar operações industriais em razão dos custos mais competitivos. Entre os principais atrativos estão a energia elétrica mais barata, a carga tributária reduzida e a localização estratégica, que facilita a reexportação da produção ao Brasil.

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No regime de maquila, as empresas pagam apenas 1% de imposto sobre o valor agregado da operação e contam com isenção na importação de bens de capital e de insumos destinados ao processo produtivo. Em contrapartida, a produção deve ser destinada ao mercado externo — neste caso, integralmente ao Brasil.

O projeto da Jussara ainda está em fase de prospecção e negociação com as autoridades paraguaias.

As informações são do jornal La Nación, com informações reproduzidas pelo Conexão Política e Jornal da Cidade.  

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