Depois de amargar dificuldades nos últimos meses por causa dos baixos preços pagos por sua produção, os produtores de leite de Alagoas começam a respirar mais aliviados. De junho a setembro, o preço pago pela indústria teve um reajuste superior a 10%, com o valor básico do litro subindo de R$ 0,36 para R$ 0,40. A situação só não é melhor, explica o presidente do Sindicato dos Produtores de Leite (Sindileite), Ricardo Barbosa, porque os custos de produção também tiveram uma alta elevada por causa do dólar.
A recuperação do preço do leite, segundo o Sindileite, é resultado do "Programa do Leite", implantado no Estado há pouco mais de dois meses. Na última sexta-feira, o programa atingiu o volume diário de seis mil litros. "Notamos que, logo após o lançamento do programa, aumentou a procura pela matéria-prima, o que provocou um reajuste para R$ 0,38 e depois para R$ 0,40 pelo litro do produto", disse Barbosa.
Outro fator importante, segundo ele, é o leite da merenda escolar, que também ajuda a enxugar o mercado. Atualmente são fornecidos 5,5 mil litros diários para as escolas da rede estadual.
A produção diária alagoana é estimada em 400 mil litros, que abastece desde pequenas fábricas até grandes indústrias multinacionais. O setor gera cerca de 20 mil empregos diretos e 100 mil indiretos e movimenta negócios acima de R$ 10 milhões por mês em toda a sua cadeia produtiva.
Fonte: Gazeta de Alagoas (por Edivaldo Júnior), adaptado por Equipe MilkPoint
Recuperação no preço do leite anima produtor alagoano
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