Na batalha para se tornar importante exportador de lácteos, os produtores de leite começam a obter vitórias. As vendas externas, que no ano passado foram em pequenos lotes para experimentar o mercado internacional, ganham maior importância. Entre janeiro e agosto deste ano, os embarques totalizaram 24,6 mil toneladas, crescimento de 218% sobre igual período de 2001. A receita com as exportações atingiu US$ 26,9 milhões, um aumento de 142,9% sobre janeiro e agosto do ano passado.
A China e a Nigéria foram os principais compradores dos produtos brasileiros. "Ainda que os volumes não sejam tão expressivos, o Brasil possui potencial para se tornar importante exportador mundial", diz o presidente da Leite Brasil, Jorge Rubez.
A produção brasileira de leite está projetada em 21 bilhões de litros este ano. As importações de lácteos devem representar 10% do volume produzido. "Até 2000, o Brasil era o maior importador mundial de produtos lácteos e agora está conseguindo reverter essa situação", afirma o diretor de operações da Serlac, André Mesquita, trading exportadora de produtos lácteos, criada em maio deste ano.
Entre maio e setembro, as vendas externas da Serlac somaram 300 toneladas e geraram receita próxima de US$ 300 mil. A meta da trading é embarcar três mil toneladas de produtos lácteos entre agosto de 2002 e julho de 2003. A expectativa é gerar receita entre US$ 3 milhões e US$ 4 milhões.
Fonte: Gazeta Mercantil, adaptado por Equipe MilkPoint
Receita com exportações de lácteos cresce 142,9% em oito meses
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