A criação de búfalos já pode ser considerada uma atividade econômica consolidada em Pernambuco. O rebanho cresce num ritmo de 22% ao ano, superando o índice nacional, que chega a 12%. Distribuído entre a Zona da Mata e o Agreste do Estado, o plantel bubalino soma hoje 86 mil cabeças. O faturamento da atividade gira em torno de R$ 800 mil/mês e gera mil empregos diretos.
O búfalo se adaptou facilmente às áreas de várzeas e declives da Zona da Mata pernambucana e passou a substituir a monocultura da cana-de-açúcar. O salto da bubalinocultura na região será um dos temas discutidos durante a 10ª edição da Agrinordeste, maior evento da agropecuária nordestina, que acontece amanhã (07) e sexta-feira (08), no Centro de Convenções de Pernambuco, com expectativa de reunir dois mil participantes.
O presidente da Associação dos Bubalinocultores de Pernambuco (Asbupe), Ricardo Rodrigues, diz que a profissionalização da atividade é um dos principais fatores para o avanço da criação. Segundo ele, o Estado tem hoje uma média de 300 criadores, distribuídos na Mata Sul (50%), Mata Norte (20%) e Agreste (30%).
A maior parte do rebanho pernambucano é de búfalos de corte, mas existem criadores que despertaram para a pecuária leiteira. Atualmente, existem dez laticínios em atividade no Estado, sendo nove destes implantados nos últimos dois anos.
Com um rebanho estimado em cerca de três milhões de cabeças de búfalos, o Brasil detém o maior rebanho bubalino das Américas. De acordo com a Associação Brasileira dos Criadores de Búfalos (ABCB), a Região Norte concentra a maior parte do rebanho nacional, cerca de 1,5 milhão de animais.
"O nosso problema está na produtividade. Das três milhões de cabeças estimadas, apenas cerca de cinco mil têm uma produção de leite com 10 litros ou mais. Se computarmos os animais que produzem entre seis e sete litros, teremos algo entre 20 mil e 40 mil animais. É um número baixo para atender a demanda nacional por derivados de búfalos", diz o presidente da ABCB, Rogério Rocha Loures.
Fonte: Gazeta Mercantil (por Adriana Guarda), adaptado por Equipe MilkPoint
Rebanho bubalino cresce 22% ao ano em Pernambuco
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