Queijos especiais ganham espaço no mercado nacional

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Poucos segmentos de mercado refletem tão bem os benefícios da abertura do mercado nacional aos produtos importados quanto o de queijos especiais. A oferta, tradicionalmente restrita aos tipos mussarela, parmesão e aos queijos artesanais, foi ampliada e variedades antes conhecidas apenas por aqueles que viajavam para fora do País conquistaram o paladar do brasileiro e passaram, então, a integrar o mix dos principais laticínios brasileiros e a freqüentar as prateleiras de supermercados e casas especializadas.

Dados da Associação Brasileira das Indústrias de Queijo (Abiq), entidade que reúne 80 laticínios no País, indicam que a produção nacional de queijos especiais saltou de 7.337 quilos em 1991 para 12.133 quilos no ano passado. No caminho inverso, a importação de queijos e requeijões, por exemplo, dos países da União Européia, em US$ FOB, caiu de 578.971 em setembro do ano passado para 307.681 no mesmo mês deste ano.

"Atualmente existe consumidor para todos os tipos de queijo, especialmente daqueles da categoria dos especiais. Produtos como o brie, de origem francesa, que até pouco tempo eram raros no mercado nacional, hoje são fabricados internamente com um nível de qualidade muito bom", informa o diretor da Royal Delikatessen, que atua no Mercado Distrital do Cruzeiro (MG), Cristovão de Morais Filho. Segundo ele, na Royal são vendidos cerca de 200 quilos de queijos especiais mensalmente e o consumo vem crescendo a um índice da ordem de 15% ao ano.

Na avaliação de Cristovão, os avanços dos laticínios nacionais no aspecto da qualidade são incontestáveis. "A única coisa que ainda deixa a desejar são os preços. Aqui, vendemos, por exemplo, o Grana Padano italiano a R$ 39,90 o quilo e o nacional a R$ 37,98."

Na Casa do Whisky, também uma pioneira na oferta de queijos especiais em Belo Horizonte, a diretora comercial, Patrícia Nunes, informa que a oferta no segmento atinge hoje cerca de 40 variedades de queijos especiais. "Há cerca de dez anos, não tínhamos nem a metade disso." Segundo ela, a Casa do Whisky, sempre funcionou como uma espécie de escola com relação ao consumo dos chamados queijos especiais. "Há alguns anos, começamos a trazer queijos amanteigados, com mofo e outros. A partir daí as pessoas foram experimentando as novidades, passando para outras e, com isso, os produtores nacionais passaram a investir também nesse tipo de queijo."

Fonte: Gazeta Mercantil (por Marcone Andrade), adaptado por Equipe MilkPoint
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