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Queijo do Serro ganhou selo de procedência

O queijo da região do Serro, no Vale do Jequitinhonha - MG, ganhou um selo de procedência e legitimidade, comprovando o modo de fazer queijo artesanalmente.

Publicado por: MilkPoint

Publicado em: 11/03/2024 - 7 minutos de leitura

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O queijo da região do Serro, no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, ganhou um selo de procedência e legitimidade, comprovando o modo de fazer queijo artesanalmente, preservado desde o período colonial.

O selo é concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) aos produtores que se localizam na área delimitada pela Indicação de Procedência (IP), uma das modalidades de Identificação Geográfica (IG).

A região delimitada contempla dez municípios da microrregião do Serro: Alvorada de Minas, Conceição do Mato Dentro, Dom Joaquim, Materlândia, Paulistas, Rio Vermelho, Sabinópolis, Santo Antônio do Itambé, Serra Azul de Minas e Serro.

De acordo com a Associação dos Produtores Artesanais de Queijo do Serro (Apaqs), a região do Serro possui cerca de 800 produtores artesanais de queijo que, juntos, fabricam uma média de 8 toneladas por dia de queijos (cerca de 3 mil toneladas por ano).

No dia 7 de março, cinco produtores foram os primeiros a receber o selo de procedência. Outros quatro fabricantes estão em processo de certificação para receber o selo, disse José Ricardo Ozolio, presidente da Apaqs. “O selo vai permitir ao consumidor rastrear o produto, saber se saiu mesmo da nossa região. E vai nos dar segurança, impedindo a pirataria”, afirmou Ozólio.

Para os produtores, disse o executivo, o selo deve permitir uma valorização de até 30% nos preços dos seus queijos. “O mercado está inundado de queijo branco. Mas a partir do momento que o consumidor experimenta o queijo maturado, com mais sabor, mais aroma, há um aumento do consumo dessa variedade”, disse Ozolio.

O produtor Lindomar Santana, dono do queijo Serro Santana, de Sabinópolis (MG), espera que o selo ajude a agregar valor aos produtos da região do Serro. “A gente espera com o selo tornar o produto mais conhecido para os consumidores e conseguir vender a um preço melhor”, disse o produtor. Santana produz em média 80 quilos por dia de queijo. Da produção, 90% é vendida em Minas Gerais e 10% vai para outros Estados.

“Além da publicidade e do marketing que vai ser feito, o selo também vai trazer valor agregado para o produtor que se adequar às exigências e passar a produzir esse queijo, que é um ícone da região”, afirmou Nonato Santa Rita, produtor do queijo Sô Toní, fabricado no município de Paulistas (MG). Ele produz em média 60 peças por dia. O queijo é vendido para empórios e redes como Pão de Açúcar, Carrefour, Empório Santa Luzia e Záffari.

O selo de procedência e legitimidade possui a marca da região, a identidade da indicação de procedência, um QR Code e um código numérico que identifica o produtor e a peça fabricada, inibindo as falsificações.

Kele Vespermann, analista do Sebrae Minas, que coordena os trabalhos com produtores do Serro, disse que para ter o selo, o produtor precisa apresentar documentos que comprovem que a fabricação ocorre na região delimitada e segue regras de uso de ingredientes, altura do produto, tempo de maturação e outras características. A verificação da produção é feita pela Emater-MG. E um conselho regulador faz a avaliação final. O número de selos é entregue de acordo com a produção de cada um. O selo tem validade de um ano. Depois desse prazo, o produtor precisa refazer o processo.

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“O selo garante a origem do produto para o consumidor e isso agrega valor para o produtor e vai ajudar a abrir mercados”, afirmou Vespermann. Essa certificação foi possível graças a um programa do Sebrae Minas com produtores de queijo para promover o desenvolvimento regional por meio da valorização do produto.

Premiações do queijo do Serro

O queijo minas artesanal da região do Serro é tombado como patrimônio imaterial pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico (Iphan) desde 2008. Em 2011, recebeu do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) a chancela de Indicação Geográfica (IG, na modalidade Indicação de Procedência (IP).

Em 2023, o queijo do Serro recebeu várias premiações em concursos nacionais, entre eles, o Prêmio Queijo Brasil, realizado em julho, em Blumenau, conquistando três medalhas de ouro, quatro de prata e seis de bronze. Em agosto do ano passado, recebeu medalha de ouro na categoria “Casca Florida” no Concurso Internacional de Queijos Artesanais da Expoqueijo Brasil, em Araxá.

Internacionalmente, na 6ª edição do Concurso Mundial de Queijo de Tours, considerado um dos mais importantes da França, os produtores de queijo do Serro receberam três medalhas de ouro, uma de prata e seis de bronze.

Modo de produção

O queijo do Serro é produzido com leite cru, “pingo” (soro-fermento salgado que contém bactérias láticas), sal e coalho (que influencia no processo de maturação), seguindo receitas dos tempos coloniais. Por usar leite cru, o produto é maturado por pelo menos 17 dias e, geralmente, passa por um processo de lavagem e escovação da cascas a cada três dias. As características particulares do território conferem atributos sensoriais peculiares ao queijo da região.

De acordo com um estudo feito pela pesquisadora Juliana Carneiro, doutora em Alimentos e Nutrição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, e pela pesquisadora Nana Carolina Doria Chaves, da Embrapa Agroindústria de Alimentos, como as propriedades rurais da região têm aspectos que as diferenciam umas das outras, cada uma tem seu próprio “pingo”. A combinação desse componente com o coalho, aliada às etapas de produção e maturação, ajudam a conferir as características do queijo do Serro.

O tempo de maturação, a temperatura, o nível de umidade do local e as características do leite cru também influenciam nas características do produto.

O queijo do Serro é maturado por, no mínimo, 17 dias, mas há casos em que a maturação passa de dois meses. O resultado é um queijo de casca amarelada, sabor e aroma marcantes. Nas regiões mais úmidas, o queijo pode formar uma casca fungada, que pode ser vendido a valores até seis vezes mais altos que os produtos tradicionais.

Conheça os primeiros produtores a receber o selo de indicação de procedência

Queijo Sô Toní

O queijo Sô Toní foi desenvolvido pelo empresário Nonato Santa Rita, que após uma carreira bem sucedida no ramo contábil em São Paulo, decidiu voltar às origens e produzir queijo no município de Paulistas (MG), na Fazenda Sobrado. O nome do queijo é uma homenagem ao seu pai, Antônio Santa Rita, que produz queijo artesanal há 75 anos. Apesar de ser produzido desde 2018, o queijo Sô Toní usa uma receita de mais de 300 anos, usando leite cru de vacas Jersey, criadas a pasto. O produto é maturado por 70 dias e recebeu a medalha de prata no Concurso Queijo Brasil de 2022, medalha de bronze no Prêmio Queijo Brasil de 2023, medalha de bronze no Concurso Queijo Brasil 2019, além de prêmios regionais. Também possui o Selo Arte, reconhecimento de excelência na produção artesanal de queijos do Serro.

Queijo do Serro Santana

O queijo do Serro Santana é fabricado por Lindomar Santana dos Santos, na Fazenda Turvo Grande, na zona rural de Sabinópolis (MG). A produção está na quarta geração da família. O queijo é feito com leite cru de gado criado a pasto. A maturação é feita em média por 60 dias, em uma espécie de cava subterrânea escura. Recebeu a medalha de prata no Mondial do Fromage na França em 2019, medalha de ouro no concurso Prêmio Queijo Brasil em 2018 e medalha de prata no mesmo concurso em 2019. Em 2021, recebeu medalha de bronze no ExpoQueijo Araxá, com a maturação de 60 dias.

Queijo Maria Nunes

O queijo Maria Nunes é produzido por Christiane Brandão, quinta geração de uma família de agricultores familiares que produz queijo em Santo Antônio do Itambé, um dos pontos mais altos da Serra do Espinhaço, com 2 mil metros de altitude. O nome é homenagem à Fazenda Maria Nunes, onde viveu seu pai. A filha de Christiane, Jady Brandão, também auxilia na produção, toda feita por mulheres. O queijo é feito de leite cru de um rebanho de vacas de raças cruzadas rústicas e Jersey, criadas soltas a pasto. A marca recebeu medalha de prata no Mundial do Queijo de Tours na França em 2019, duas medalhas de prata no Mundial de Queijo do Brasil em Araxá em 2019, medalha de bronze em 2018 no III Prêmio Queijo Brasil e duas medalhas de bronze no IV Prêmio Brasil, nas maturações de 30 e 60 dias.

Queijo Quilombo do Ivacy

O queijo Quilombo do Ivacy é produzido por Ivacy Pires dos Santos, na Fazenda Serra do Alexandre, na zona rural do Distrito de Quilombo em Sabinópolis (MG), e está na terceira geração da família. O queijo é produzido com leite cru de vacas de gado mestiço, predominantemente da raça Girolando, criado solto em pasto. A maturação que dura pelo menos 30 dias é feita na cachaça, o que dá ao produto um aroma de cana. O produto recebeu medalha Super Ouro no concurso Mondial do Fromage, na França, em 2021. Também possui o Selo Arte, que é um certificado de reconhecimento de excelência na produção artesanal de queijos do Serro.

Queijo Canaã

O queijo Canaã é produzido no sítio Canaã e na Fazenda das Moças, na zona rural de Materlândia (MG), pelos produtores João Evangelista de Pinho Marques (João de Ninico) e Antônio de Pinho Marques. O queijo é produzido com leite cru ordenhado manualmente de vacas fruto de cruzamento de Guzerá. O queijo é maturado por 25 dias e tem a casca lavada. O produto recebeu medalha de ouro no Mondial du Fromage da França em 2019, medalha de ouro, prata e bronze no Mundial de Araxá em 2019, além de premiações regionais.

As informações são do Globo Rural, adaptados pela equipe MilkPoint.

 

 
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