Mato Grosso do Sul pode estar produzindo um queijo cujo paladar está sendo considerado melhor do que os melhores queijos suíços. Pelo menos essa é a opinião de 99% das pessoas que já experimentaram o queijo fabricado artesanalmente pelo gaúcho Álido Brun, de 68 anos, ex-plantador de soja de São Gabriel do Oeste por 16 anos e que, depois de ter falido, conseguiu no Incra, no Projeto de Assentamento Sucuriú, um pedaço de terra no município de Chapadão do Sul, onde hoje fabrica o queijo cuja fama já chegou à França e a outros países da Europa e em algumas regiões do Brasil.
O cantor Sérgio Reis é um dos que consumiram o produto fabricado pela Queijo Brun. Ele ficou tão impressionado com a qualidade do produto que não apenas decidiu revender o queijo em seu restaurante em São Paulo, como se deslocou até a propriedade de Álido Brun para conhecer o processo de fabricação e o responsável por produto de paladar tão agradável.
Perguntado sobre qual é o segredo para produção de queijo de tanta qualidade, Brun respondeu: "uso os mesmos ingredientes usados para fazer mussarela". Não soube (ou não quis) revelar qual o segredo para chegar ao produto tão elogiado. Mas esclareceu que o seu produto é 100% orgânico, ou seja, as vacas de onde o leite é tirado não consomem concentrados, somente pasto e com adubação orgânica.
Para combate ao carrapato, vermes, moscas e para as mastites, utiliza somente produtos homeopáticos. Segundo ele, seu queijo é feito com coalho, fermento lácteo e sal.
Recentemente, recebeu a visita de um produtor de queijos da França que lhe perguntou de onde importava as bactérias para dar coloração ao queijo, uma vez que não utiliza corantes, e também quis saber como ele faz as olhaduras. "Só abro as janelas e as bactérias estão no ar aqui do cerrado", respondeu Brun.
Há quem considere o produto um dos melhores queijos do mundo. Os principais hotéis de Bonito e Campo Grande já substituíram nas suas compras os tradicionais queijos suíços pelo produto fabricado por Brun em sua propriedade em Chapadão do Sul (MS).
Sozinho (só tem trabalhando com ele uma funcionária para o setor de limpeza), o gaúcho produz aproximadamente 60 quilos de queijo por dia, cerca de 1.500 quilos/mês. Normalmente cobra R$ 10 pelo quilo do produto e vende praticamente tudo. Sua propriedade fica localizada na BR-060, km 54, sete quilômetros após Paraíso, para quem vai de Campo Grande para Chapadão, e 54 quilômetros antes da sede do município.
Fonte: Correio do Estado/MS, adaptado por Equipe MilkPoint
Queijo de MS faz sucesso como se fosse suíço
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