Queijo artesanal do Paraná entra no mercado nordestino
Publicado por: MilkPoint
Publicado em: - 2 minutos de leitura
A empresa aposta na tradição nordestina de troca de queijos do reino entre amigos e familiares na época das festas de fim de ano. "É um produto que vende muito naquela região, principalmente no Natal e no Ano Novo", explica a diretora, Dora Demeterco. Ela não revela quanto está sendo investido na operação, mas espera um incremento no faturamento, que no ano passado foi de R$ 6 milhões. Os queijos representam 85% da receita.
O queijo do reino da Rio Bonito foi escolhido como o melhor produzido no Brasil no 29° Concurso Nacional de Produtos Lácteos, realizado no final de julho em Juiz de Fora, Minas Gerais, terra onde se fabrica os melhores queijos do País. O evento é promovido pelo Instituto Cândido Tostes (ICT), a única escola da América Latina que forma técnicos em laticínios, e pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig).
Premiada neste concurso pelo segundo ano consecutivo, a Rio Bonito concorreu com mais de 100 empresas. Conquistou a primeira colocação também nas categorias parmesão e originalidade. Nesta última, vencida pelo Crostini, snack crocante à base de provolone, o segundo lugar ficou com outra exclusividade da empresa, o Arlequino, queijo tipo minas condimentado.
Ao mesmo tempo em que planeja seu ingresso no mercado nordestino, a indústria lança novos produtos para se fortalecer no Sul e no Sudeste. Ainda sem data definida, a nova linha de coalhada e um creme de leite será comercializados nas gôndolas dos supermercados e pontos-de-venda dos Estados onde já atua.
A produção de doces é artesanal e remete aos costumes da compota. São feitos sem o uso de conservantes e embalados em copos de vidros num processo de esterilização em banho-maria, como as compotas de antigamente. A diretora da empresa admite que seus produtos não são considerados baratos. "Mas a linha de consumidores está crescendo muito", diz.
Para atender a expansão desse mercado, a Rio Bonito está desenvolvendo novos doces e criando embalagens mais atrativas. "É um produto diferenciado, mais refinado. Já investimos muito nos queijos, agora vamos nos dedicar um pouco mais aos doces", afirma.
A Rio Bonito nasceu há dez anos, na fazenda da família Demeterco, proprietária da rede Mercadorama de supermercados. Naquela época, iniciou-se o plantio de verduras para abastecimento das lojas da cadeia. "O projeto tornou-se inviável em função dos altos encargos trabalhistas", lembra Dora. A empresa passou, então, a plantar soja e milho e a produzir leite com a aquisição das primeiras vacas. "Surgiu, então, a necessidade de escoar os 60 litros diários de leite. Foi aí que começamos a fabricação de doce de leite, que era vendido no Mercadorama, com marca própria", recorda.
Com a venda da rede, em 1998, para o grupo português Sonae, a Rio Bonito passou a produzir queijos pasteurizados com a sua marca. Com o tempo, ampliou-se o mix com queijos do reino, parmesão, scamozza, provolone e Arlequino, queijos trançados, defumados, minas frescal e ricota.
Fonte: Gazeta Mercantil (por Cynthia Calderon), adaptado por Equipe MilkPoint
Para continuar lendo o conteúdo entre com sua conta ou cadastre-se no MilkPoint.
Tenha acesso a conteúdos exclusivos gratuitamente!
Publicado por:
MilkPoint
O MilkPoint é maior portal sobre mercado lácteo do Brasil. Especialista em informações do agronegócio, cadeia leiteira, indústria de laticínios e outros.