O primeiro dia de palestras do 2º Congresso Panamericano de Qualidade do Leite e Controle de Mastite - PC 2002 contou com a presença de mais de 500 pessoas, entre participantes brasileiros e de países como Argentina, Uruguai, Polônia, Canadá, Holanda, Estados Unidos, Paraguai, Colômbia, Chile, Inglaterra, Porto Rico, México e Nova Zelândia.
Na programação dedicada à qualidade do leite, foram debatidas a situação internacional e as estratégias para produção de leite de alta qualidade. "É um tema relevante porque o Brasil está se tornando um exportador de leite e os países da América Latina têm interesse em aprimorar a qualidade de sua produção", destaca o presidente da Comissão Organizadora do PC, professor Luis Fernando Laranja da Fonseca.
Segundo ele, apesar do Brasil ser o quinto maior produtor de leite do mundo, está relativamente atrasado no que diz respeito à qualidade, mas, ao mesmo tempo, está avançando muito rápido. Por isso o debate é importante, pois cria referências para melhorar a qualidade do produto.
O PC 2002 acontece até quarta-feira (27), com a realização de mais de 40 apresentações sobre qualidade do leite e controle de mastite.
Tour
As vagas disponibilizadas para o tour do 2º Congresso Panamericano de Qualidade do Leite e Controle de Mastite - PC 2002 quase não foram suficientes para atender aos interessados. A excursão realizada no domingo (24) contou com mais de 100 pessoas, entre brasileiros e estrangeiros. "A participação foi surpreendente", comemora o diretor do Instituto Fernando Costa, Alexandre de Azevedo Olival.
O objetivo foi mostrar um pouco da produção de leite no Brasil, pois as pessoas querem saber como se produz num país que está despontando para a exportação e é o quinto maior produtor de leite do mundo.
Foram visitados um pequeno, um médio e dois grandes produtores de leite, todos na região de São Carlos (SP), além da Central Leite Nilza, em Ribeirão Preto, e a Embrapa Pecuária Sudeste, também em São Carlos.
Olival destaca que o que mais chamou a atenção dos participantes foram as diferenças entre as fazendas, que produzem o máximo que podem dentro das suas possibilidades. "Todos ficaram impressionados com a eficiência das quatro propriedades visitadas, considerando a diferença no número de vacas em lactação, que variou entre 13 vacas no menor rebanho e 1000 vacas no maior rebanho", finaliza.
Fonte: MilkPoint (por Patricia Vieitez)
Qualidade do leite é tema de primeiras palestras do PC 2002
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