A Quaker, uma das maiores fabricantes de alimentos do país, está começando a tirar da gaveta seus planos de investimentos, adiados no ano passado depois que a americana PepsiCo comprou todas as operações da Quaker no mundo no final de 2000. A linha dos achocolatados Toddy foi a escolhida para a investida, com dois lançamentos inéditos e a volta à mídia depois de cinco anos, com verba que beira R$ 15 milhões. O primeiro deles é o Toddy pronto para beber, em embalagem de 250 ml Tetra Prisma (que dispensa o uso de canudinhos). A outra novidade é o achocolatado em pó Toddy Light. Ao todo, a empresa reservou R$ 40 milhões para gastar com mídia neste ano, quatro vezes mais que a cifra de 2001.
"A linha Toddy responde por quase metade de nossas vendas no Brasil. É uma das nossas plataformas de crescimento", explica o gerente geral da Quaker no Brasil, Otto Becker von Sothen. A marca fatura R$ 500 milhões ao ano.
A disputa é grande. Tanto o mercado de leite com sabor quanto o de achocolatados movimentam, cada um, mais de R$ 500 milhões ao ano no país. Gigantes como Nestlé, com o Nescau, e Coca-Cola, que já demonstrou interesse em lançar leite com sabores, são os concorrentes da Quaker, que está investindo R$ 12 milhões para colocar no mercado o Toddy pronto para beber. Segundo Sothen, o produto é voltado para o público adolescente e haverá promoções de lançamento junto com a MTV com o jargão "Toddy está pronto. E você?". A bebida está começando a ser distribuída agora, com expectativa de vender duas mil toneladas no primeiro ano. A campanha entra no ar no final de junho.
"O Toddynho não será concorrente. Seu público é infantil, com conceito completamente diferente", afirma Sothen. De acordo com ele, o Toddynho é líder neste mercado, com 31% de participação.
Ao mesmo tempo, a Quaker está lançando também o Toddy Light, em embalagem de 400 gramas e que chega a ter 47% menos calorias que a sua versão normal. O objetivo é aproveitar a onda "saudável" de consumo em alimentos. A comunicação, explica o executivo, receberá verba de R$ 2 milhões ao todo e marca a volta do produto à mídia depois de cinco anos. "As vendas de achocolatados crescem cerca de 5% ao ano, o que é muito bom para um mercado antigo. As oportunidades são boas", diz o diretor. Hoje, no Brasil, é consumido o equivalente a R$ 700 milhões em achocolatados. A participação do Nescau é de quase 50%, seguida pelo Toddy, com 20%.
Outros lançamentos que estavam "arquivados", adianta o diretor, serão feitos até o final do ano. Segundo ele, o faturamento entre janeiro e abril passados cresceu 20%. A reestruturação da Quaker com a PepsiCo, explica Sothen, está praticamente concluída no Brasil. Por enquanto, a Quaker continua existindo como empresa, ligada à divisão Elma Chips (da Pepsi). Mas, no futuro, ela pode ser incorporada.
Fonte: Valor On Line (por Patrícia Duarte), adaptado por Equipe MilkPoint
Quaker revigora o Toddy com verba de R$ 40 milhões
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