Proposta da indústria do leite frustra a Fetag no RS

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As empresas Parmalat e Elegê se comprometeram ontem (31), em reunião com a Comissão Estadual de Leite da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag), a não aplicar o extra-cota em agosto. Contudo, não reajustarão o preço-base para o produto entregue em julho. Com isso, o produtor receberá o mesmo valor pago por litro do leite em maio e junho: no caso da Elegê, R$ 0,28, e no da Parmalat, R$ 0,26.

O presidente da Fetag, Sérgio de Miranda, disse que a expectativa dos criadores era que as indústrias reajustassem as tabelas, em função de a produção estar menor e da alta do dólar, o que encarece o custo da atividade. "As duas empresas nos frustraram, porque esperávamos recuperação dos preços". Segundo Miranda, o aumento da produção de leite em julho ficou abaixo do esperado, mantendo-se praticamente igual à de junho. O dirigente da Fetag acrescentou ainda que o dólar em alta inibe as importações, outro fator que deveria justificar a elevação do valor base do leite.

O diretor de Política Leiteira da Parmalat, Gilberto de Marchi, argumenta que menos de 10% dos produtores que entregam leite à empresa recebem o preço-base. A média, segundo ele, oscila entre R$ 0,35 e R$ 0,36, dependendo da bonificação. Ele explicou que não houve reajuste devido ao equilíbrio da oferta e da demanda.

Já o diretor de Planejamento e Política Leiteira da Elegê, Ernesto Krug, afirmou que o mercado não reagiu como o esperado. "As importações de leite aumentaram 10,6% até julho, em relação ao mesmo período de 2001". Mesmo com a alta do dólar, a redução na cotação do leite no mercado internacional incentiva as importações, explicou Krug.

Fonte: Correio do Povo/RS, adaptado por Equipe MilkPoint
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Marcio Daniel Mulhbauer
MARCIO DANIEL MULHBAUER

RIO NEGRINHO - SANTA CATARINA - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 19/08/2002

A situação dos produtores de leite e seu preço, no Rio Grande do Sul, é mesmo muito peculiar e prolixa. As empresas argumentam que os preços deprimidos aos produtores no RS, se devem aos custos mais elevados para colocarem seus produtos industrializados nos grandes centros consumidores (Sudeste). Então eu me pergunto... como uma destas empresas citadas, pode pagar pelo leite em Santa Catarina (regiões do Alto Vale do Itajaí e Planalto Norte) preços líquidos, que nesta mesma época, variam de R$ 0,37 a R$ 0,45/litro, e nem sequer falar em aplicar políticas de extra-cota??? Detalhe... Este leite segue para industrialização no próprio Rio Grande do Sul.

"O que não faz uma melhor concorrência entre as empresas compradoras de leite...!!!"
Qual a sua dúvida hoje?