Agricultura familiar terá crédito para genética bovina

Plano Safra 2025/26 inclui linha do Pronaf para transferência de embriões, ampliando produtividade e renda em pequenas propriedades leiteiras.

Publicado por: MilkPoint

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O melhoramento genético dos rebanhos leiteiros foi uma das novidades anunciadas pelo governo federal no Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/2026, divulgado nesta segunda-feira, 30, no Palácio do Planalto, em Brasília. O Programa de Transferência de Embriões prevê uma linha de crédito do Pronaf ( Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) para o uso dessa tecnologia nas pequenas propriedades produtoras de leite do país. 

Segundo o ministro de Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, o Brasil possui uma das melhores tecnologias genéticas do mundo e, com essa linha, o produtor terá acesso a esse trabalho. “O Pronaf irá financiar o melhoramento genético por embriões, o que pode fazer toda a diferença. A vaca que o produtor tem vale R$ 3 mil, a bezerra vai valer R$ 6 mil. Se produzir 5 litros de leite, vai produzir 15 a 20 litros. E o produtor poderá dizer que tem uma vaca pura de origem”, disse o ministro durante o lançamento.

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Ronei Volpi, presidente da Câmara Setorial de Leite e Derivados do Ministério da Agricultura (MAPA), disse que todo e qualquer programa que traga ganhos em qualidade e novas tecnologia é bem-vindo. No entanto, segundo ele, o pequeno produtor ainda tem outras necessidades. “A agricultura familiar precisa de coisas mais básicas, como sanidade do rebanho, inseminação artificial e assistência técnica. Enquanto a transferência de embriões é uma tecnologia de ponta, ainda é preciso avançar em coisas mais básicas”, afirmou.

Paulo Martins, pesquisador da Embrapa Gado de Leite, achou a medida “louvável”. “O programa que o governo lançou é de suma importância. Mostra uma vontade imensa de que os produtores brasileiros aumentem a produtividade por hectare. No entanto, melhoramento genético é um passo importante, mas não definitivo”, disse.

Segundo o pesquisador, no Brasil, a cada três litros de leite produzidos, dois são originários de propriedades da agricultura familiar. “Estamos dando um passo importante, para aumentar a rentabilidade do produtor de leite brasileiro. Isso interioriza a renda e mantém empregos e família unida no interior do Brasil”, completou.

 

Apoio das associações de raça

O presidente da Associação Brasileira de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa, Armando Rabbers, considerou o anúncio um avanço muito forte para esses produtores, mas destacou que a tecnologia deve vir acompanhada de apoio no manejo dos animais e na nutrição de qualidade.

“Seria importante incentivar que estes produtores, que iniciarem esse trabalho, como vão pegar animais de raça pura com registro, continuassem fazendo o registro na associação da raça. Assim, o produtor faz o trabalho de genealogia, tipificação e controle leiteiro com o apoio da associação para fazer o melhor trabalho de melhoramento genético”, acrescentou Rabbers.

As informações são do Estadão.

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