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NZ: projeto busca produzir inovações lácteas com valor agregado; leite cru nas discussões

Atualizado em 10/10/2018

Os regulamentos da Nova Zelândia sobre leite cru serão avaliados este ano, em meio ao debate que vem ocorrendo sobre seus benefícios e riscos para a saúde. A revisão começará em novembro, com o objetivo de determinar se os regulamentos atuais do leite cru do país, implementados em novembro de 2016, precisam ser modificados.

O Ministério da Indústria Primária (MPI) da Nova Zelândia, comprometeu-se a rever a política do leite cru dois anos após a sua plena implementação, para garantir que está funcionando de forma eficaz. 

Antes da implementação da regulamentação de 2016, os consumidores podiam captar leite cru dos pontos de coleta em todo o país. Estes foram abolidos em 2016 e hoje os consumidores só podem comprar leite cru de produtores registrados no MPI. Além disso, o órgão afirmou que todos os recipientes e áreas de venda do produto devem exibir rótulos e avisos sobre os riscos à saúde.

De acordo com o Australian Raw Milk Movement, há uma longa lista de reclamações. “Muitos produtores fecharam e estão fora deste nicho de mercado. Atualmente, as vendas ilegais de produtores não registrados também estão ocorrendo, algumas alimentadas pela frustração com os regulamentos do MPI. Houve um aumento de vendedores não registrados sendo reportados”, completou.

O registro do produtor de leite cru com o MPI requer uma lista de pagamentos. Estes incluem registro de NZ$ 155 (US$ 101,55) por hora, encargos do programa (taxa anual, monitoramento de desempenho, administração do Programa Nacional de Contaminantes Químicos) de NZ$ 165 (US$ 108,10) por hora e serviços de verificação de NZ$ 581,25 (US$ 380,83) por ano.

Tem sido relatado que alguns vendedores poderiam gastar entre NZ$ 10.000 (US$ 6.551,97) e NZ$ 15.000 (US$ 9.827,96) a cada ano em testes e registro. No momento da publicação, o site do MPI mostrou um total de 27 fazendas leiteiras registradas e autorizadas a produzir e processar leite cru para fins de venda.

Os prós e os contras do leite cru

Os aficionados por leite cru alegam seus benefícios para a saúde e crucificam a pasteurização como um "encobrimento". “A pasteurização do leite era originalmente uma solução temporária, até que os laticínios urbanos que não prezam pela higiene pudessem encontrar uma maneira de produzir 'leite limpo'. Mas em vez de limpar a produção de leite, os laticínios usavam a pasteurização como forma de encobrir essa matéria-prima. Há muito mais riscos de se beber leite pasteurizado do que o leite não pasteurizado. O leite cru naturalmente contém bactérias saudáveis que inibem o crescimento de organismos indesejáveis e perigosos. Sem essas bactérias amigáveis, o leite pasteurizado é mais suscetível à contaminação”, disse a Fundação Weston A. Price em seu site.

A Fundação também afirmou que a pasteurização diminui muito o conteúdo de nutrientes do leite através do processo de aquecimento, incluindo enzimas, anticorpos e até 66% das vitaminas A, D e E, 50% de vitamina C e 100% das vitaminas B6 e B12.

A presidente da fundação, Sally Fallon Morell, contou que as pessoas têm cerca de trinta e cinco mil vezes mais chances de adoecer com outros alimentos do que com leite cru. "O leite cru é leite real - nada foi adicionado e nada foi removido", disse Henderson Dairy Farm Fresh Milk, uma das 27 fazendas leiteiras registradas na lista do MPI.

Apesar de tudo isso dito, havia uma razão convincente pela qual as regulamentações do leite cru foram colocadas em funcionamento no ano de 2016. Como o leite cru não é pasteurizado, bactérias nocivas, como Campylobacter, Listeria e cepas de E. coli produtoras de toxina shiga (STEC) não são mortas. De acordo com o MPI, “essas bactérias mais comumente causam diarreia e vômitos graves, mas ocasionalmente algumas estão associadas a complicações mais sérias”.

O diretor do Centro de Ciência e Pesquisa em Segurança Alimentar da Nova Zelândia, Professor Nigel French, está convencido de que a produção de leite cru livre de bactérias fecais de vaca é um feito quase impossível.

De acordo com um artigo publicado por French, “mesmo com as melhores práticas de higiene, atualmente é impossível produzir leite cru livre de contaminação bacteriana; é uma consequência inevitável do processo de ordenha.”

"Embora testes estejam sendo feitos e muitas vezes eles passem no teste, isso não garante que o leite esteja livre de bactérias nocivas", acrescentou. "Os testes não são altamente sensíveis. Ainda é possível que você tenha bactérias no leite”, concluiu.

Em 05/10/18 – 1 Dólar Neozelandês = US$ 0,65520                       
1,52626  Dólar Neozelandês = US$ 1 (Fonte: Portal Oanda)

As informações são do Food Navigator, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint.

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