Projeto ambiental em SP amplia produção de leite e reforça sustentabilidade no campo

A adoção de práticas sustentáveis aliadas à melhoria no manejo produtivo tem mostrado resultados concretos na pecuária leiteira paulista

Publicado por: MilkPoint

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A adoção de práticas sustentáveis na pecuária leiteira paulista, especialmente no Vale do Paraíba, tem gerado resultados positivos. O Sítio Esperança, por exemplo, dobrou sua produção de leite após melhorias no manejo e implementação de um sistema silvipastoril. A orientação técnica e o acesso ao Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) foram fundamentais para esses avanços. O Projeto Vale + Verde, parte da política Refloresta SP, visa integrar conservação ambiental e aumento da produtividade rural.

A adoção de práticas sustentáveis aliadas à melhoria no manejo produtivo tem mostrado resultados concretos na pecuária leiteira paulista. No Vale do Paraíba, iniciativas do programa Refloresta SP vêm transformando propriedades rurais ao integrar conservação ambiental, recuperação de áreas degradadas e aumento da eficiência produtiva.

Um dos exemplos é o Sítio Esperança, em Lagoinha (SP), onde a produção de leite mais que dobrou após a implementação de melhorias no sistema produtivo e ambiental. A propriedade, que antes produzia cerca de 270 litros por dia, chegou a atingir 700 litros no pico e atualmente mantém média de 550 litros diários.

Manejo e sustentabilidade impulsionam produção

As mudanças começaram com a reorganização do manejo das pastagens e a implantação de um sistema silvipastoril, que integra árvores, pasto e criação de gado na mesma área. A propriedade também recebeu melhorias estruturais, como divisão de piquetes, instalação de bebedouros e recuperação de áreas ambientais.

“Foi um momento de grande produção. Meu tanque é de 700 litros por dia e chegou no limite, faltaram poucos litros para derramar. Agora já preciso estudar comprar um tanque maior”, afirma o produtor Causio Giovani Figueira.

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Segundo ele, o acesso à orientação técnica foi determinante para a evolução da propriedade. “Eu não conhecia as técnicas de manejo de pastagem. Achava que água para o gado era só no mangueiro ou no rio. Com orientação, colocamos água em todos os piquetes e organizamos o sistema. Isso mudou tudo”, destaca.

Projeto ambiental em SP amplia produção de leite e reforça sustentabilidade no campo

Pagamento por serviços ambientais viabiliza investimentos

Outro fator relevante foi o acesso ao Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), que remunera produtores pela conservação de recursos naturais, como água, solo e biodiversidade. O incentivo permitiu novos investimentos e maior segurança financeira.

“Antes eu dependia só da produção para fazer qualquer melhoria. Com o PSA, consegui investir em irrigação e melhorar as nascentes”, relata o produtor.

Sustentabilidade também transforma outras propriedades

A transformação não se limita a uma única fazenda. Na mesma região, o produtor Leandro Mantesso converteu áreas de pastagem em sistemas agroflorestais, combinando produção agrícola e recuperação ambiental. “A diferença é muito nítida. Quando chove forte, na área de pasto a água escoa superficialmente. Já no SAF, ela infiltra no solo. A vida volta com mais intensidade”, afirma.

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Segundo ele, o impacto também se reflete no aprendizado e na adaptação da equipe. “O pessoal que trabalha com a gente começa a aprender outra forma de trabalhar com a natureza. É um grande aprendizado e é muito bonito ver essa transformação da paisagem”, completa.

Política pública amplia alcance das práticas sustentáveis

As iniciativas fazem parte do Projeto Vale + Verde, que integra a política estadual Refloresta SP e prevê investimentos para incentivar a conservação ambiental e o uso sustentável do solo. “As ações mostram que é possível unir conservação ambiental e fortalecimento da produção rural. Quando apoiamos o produtor com assistência técnica e incentivo financeiro, protegemos recursos naturais e ampliamos a renda no campo”, afirma Natália Resende, secretária de Meio Ambiente de São Paulo.

Para a diretora de Biodiversidade e Biotecnologia, Patrícia Locosque Ramos, o modelo também contribui para a transição produtiva. “O PSA viabiliza a mudança para modelos mais sustentáveis e eficientes, permitindo recuperar áreas degradadas e aumentar a produtividade com conservação”, destaca.

As informações são da Feed&Food, adaptadas pela equipe MilkPoint.

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