Produtores goianos querem contrato com a Nestlé

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A Nestlé adquire mais de 600 mil litros, ou seja, quase 25% da produção total de Goiás, que chega a 2,5 bilhões de litros. Mas a possibilidade de um comprador tão grande deixar o Estado não está intimidando os produtores. "O maior prejuízo que temos é com esse procedimento da indústria, que sempre manipula os preços no mercado, penalizando o produtor. Não queremos que a Nestlé saia de Goiás, mas ela deve cumprir o que determina o Fomentar, como as demais empresas já fazem", afirmou o presidente da Comissão de Pecuária Leiteira da Federação da Agricultura do Estado (Faeg), Guilherme Lourenço de Castro, referindo-se à assinatura dos contratos de compra e venda de leite.

Ele acredita que a Nestlé está usufruindo os benefícios concedidos pela sociedade goiana e não oferece sua contrapartida. "Se todas as empresas estão assinando os contratos, por que a Nestlé pode ser diferente? Isso mostra a intenção de explorar o produtor".

Para Castro, uma opção para os fornecedores, caso a empresa resolva deixar Goiás, seria a exportação para outros estados. Ele afirma ainda que a Nestlé chegou a perder muitos fornecedores nos últimos meses por causa de sua política de preços e agora busca novos parceiros para restabelecer o volume de fornecimento. "O produtor está cansado dessa relação de exploração. O governo não pode recuar agora e precisa fazer cumprir a resolução. Ele tem que ficar ao lado do elo mais fraco da cadeia", disse o pecuarista.

Fonte: Diário da Manhã (por Lúcia Monteiro), adaptado por Equipe MilkPoint
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Marco Antonio Previdelli Orrico
MARCO ANTONIO PREVIDELLI ORRICO

OUTRO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 04/11/2002

O que tenho a dizer aos colegas goianos é que contrato não assegura preços combinados. Já fiz com uma empresa e depois ela começou depreciar a mercadoria. Infelizmente essas grandes empresas têm um lobby muito grande, com universidades e laboratórios. Os produtores vão perder do mesmo jeito. O que precisamos é uma política de preços mínimos, associações atuantes e classe mobilizada. Somente assim poderemos vencer a crise.

Estamos vencendo várias barreiras, mas agora vem a parte mais difícil: unir a classe. Isso vai depender de nós mesmos e não de nossa liderança. Falta unirmos em torno de cooperativas, não deixar formar grupinhos nas diretorias, participar ativamente na cooperativa, e uma coisa importante que vi em Israel, hoje muito usado nas igrejas evangélicas no Brasil: os négocios entre as pessoas do mesmo grupo.

Ex: Eu tenho um posto, todos abastecem nele; João tem supermercado, todos do grupo compram lá, José tem farmacia todos compram dele e assim vai....somente em grupos fechados conseguiremos vencer, caso contrário podemos tirar o cavalinho da chuva.
Qual a sua dúvida hoje?